Ontem, navegando pela internet durante minhas leituras matinais, encontrei uma reportagem no Globo on line sobre o livro “Segredos Públicos – os blogs das mulheres no Brasil” da pesquisadora Luiza Lobo.
Sem na verdade saber a razão, fiquei imediatamente feliz de verificar que há nova publicação no país sobre o tema, que por muitos é interpretado como futilidade e alienação, quiçá perda de tempo, mas que desperta respeito, curiosidade e interesse em outras pessoas, como a autora. Pessoas que entendem que criar e manter um blog (diário virtual) não é modismo ou passatempo para pessoas sem ocupação (críticas/comentários que ouvi recentemente) e sim, alcançar através de suas próprias idéias combinada à estrutura da internet, uma forma direta de expressar suas opiniões e sentimentos, suas impressões sobre o mundo, lembranças, coisas do cotidiano.
Ainda não li o livro citado, mas pretendo fazê-lo em breve, no entanto, creio que apenas o fato de alguém levantar a questão da livre expressão através da internet, dos diários virtuais e da forte participação da mulher na sociedade pós-moderna da qual fazemos parte, já aumenta meu entusiasmo e curiosidade. Percebo hoje – mas pode ser impressão – a existência maior de blogs femininos em comparação aos masculinos, digo, as mulheres parecem-me mais interessadas e preocupadas em compartilhar suas observações sobre os mais diversos temas do que os homens, inclusive quando são assuntos de ordem pessoal, àqueles que antigamente eram confidenciados apenas aos diários cadernos, guardados a sete chaves no criado mudo ou no fundo do armário de roupas…
Diante da minha pequena experiência de vida e dos meus solitários, mas muito coloridos e amados 3 diários físicos, chego à conclusão de que os homens não querem se expor como fazem a maior parte das mulheres, não apenas por acharem isso uma bobagem, mas porque sua natureza lhe confere insegurança e receio de fazê-lo, já que é sabido que qualquer pessoa que externa suas idéias e como diz o ditado “dá a cara pra bater” fica sujeito à críticas e comentários de quem tenha acesso a elas… E isso me leva a pensar que as mulheres também nesse ponto são mais corajosas do que os homens, além é claro, de renovarem através do hábito dos blogs a alcunha de matracas, que tenho certeza é adjetivo já sugerido à maior parte das mulheres que sempre têm algo a dizer sobre todos os assuntos.
Friso: matracas / falantes pelos cotovelos (e consequentemente redatoras das mesmas idéias) sim! Fofoqueiras não! Que os leigos não confundam isso, pois o mais legal em escrever num blog é sentir-se livre para escrever o que quiser, quando quiser, sem compromisso com outras pessoas, apenas consigo mesma, respeitando seus valores e criterios pessoais, que neste mundo virtual difere de pessoa pra pessoa, interesses e caráter. E como o perigo de oferecer certas informações é iminente, fica reservado a cada usuário e proprietário de blog o que deve ser publicado e divulgado ou não. A idéia é falar sobre o que lhe fará feliz, aliviado, justiçado (não sei se essa palavra existe), presente de algum modo nessa nova sociedade virtual da qual fazemos parte de algum modo, ainda que as proporções sejam incabíveis de compreender em diversos momentos.
Saber que alguém pode ler suas idéias é bacana, mas não é primordial. Já saber que você tem idéias e opiniões próprias e que pode externá-las a qualquer momento, com liberdade, não tem preço! Isso é o legal dos blogs e as consequencias disso são o diferencial dos diários antigos de cadernos, com ou sem chavinhas.
E pelo visto eu não a única a me interessar pelo tema. Samantha, minha irmã blogueira que “funciona” em sincronia com a web2.0 também comentou o assunto em seu blog pessoal.
















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