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Chegamos em Búzios na sexta-feira passada, depois de uma viagem cansativa e de muito calor. Natural… não é de se esperar que viajar de carro por rodovias esburacadas seja algo aprazível para uma grávida de 7 meses de gestação, ainda mais com o calor comum para esta época do ano… é claro que, se a conservação das estradas do estado do Rio de Janeiro fosse um pouco mais cuidadosa, até pra mim a viagem seria mais fácil, mas… mesmo perguntando-me durante o percurso todo sobre “para onde vão as verbas que o Estado recebe do Governo Federal além de outros incentivos que o Governo Estadual recebe (vinculados diretamente ao turismo e ao petróleo no Estado, além de verba própria)” eu tive que ignorar as possíveis respostas que passaram pela minha cabeça para poder começar a aproveitar a viagem e dar uma folga ao Ju, cansado desse meu papinho…
O trecho da viagem que fizemos pela Via Lagos (pedagiada) foi melhor, mas também, pagando um caro pedágio não poderia ser diferente. Em relação ao pedágio minha maior crítica é sobre o trajeto que envolve um retorno na estrada que permite sair da Via Lagos para seguir pela RJ 128 sentido Saquarema/. Vocês acreditam que a Concessionária colocou a curva de retorno há pouco mais de 10 metros após a guarita da praça do pedágio (forçosamente) apenas para garantir que o motorista que passar por ali tenha que pagar a taxa duas vezes?! Sendo que pela lógica, o acesso (de retorno e entrada para Saqua) deveria ser a 1km antes da praça… um roubo descarado, que raiva!!
Enfim… dane-se o pedágio. Outra parte complicada de estradas e acessos (pelo menos neste momento em que uma grande obra está sendo feita nas proximidades de Cabo Frio) é justamente a ligação entre Cabo Frio e Búzios. Pegamos uma estradinha indicada no Guia de Praias da 4 Rodas 2007 e sinceramente, não foi nada agradável, um percurso de pouco mais de 20km com pista simples, sem acostamento, passando por áreas urbanas e mato puro, bem esburacada em alguns trechos… hum… mas, claro, tudo valeu a pena. Chegamos em Búzios no final da tarde, cansados mas animados e fomos recebidos por um lindo pôr do sol, lanche na beira da pisicina e um banho de hidromassagem com vista para a enseada da Praia de Ferradura. Só a vista da água sendo empurrada pelos ventos (que já começavam a ficar fortinhos sem que déssemos importância), os barcos pesqueiros de madeira colorida e as muitas pousadas que circundam o local já nos dava uma sensação de relaxamento. Que delícia!!
A noite fomos na famosa Rua das Pedras (onde há a famosa estátua de Brigite Bardot sentadinha apreciando o mar), além de muitas pousadas, bares e restaurantes dos mais simples aos mais luxuosos e portentosos. E as lojas? Muitas lojas de grifes famosas (nacionais e internacionais) e outras mais simples, com cara de praia, de comércio para turistas, fazem a festa de quem não pode terminar a viagem sem alguns acessórios novos de decoração, moda praia e/ou outros suveniers. Esta primeira noite foi ótima, passeamos por tudo, comemos bem, reparamos nos turistas e nos jovens nativos (o que é sempre curioso de se fazer), olhamos todas as vitrines das principais ruas e depois voltamos para nosso aconchegante quarto de hotel, de onde podíamos observar a praia e o barulhinho do mar.
No dia seguinte, chuva! Mas ainda assim, caminhamos, andamos por uns rochedos que margeiam a enseada da Ferradura e almoçamos um peixe delicia por ali mesmo. O dia seguinte foi melhor, pois com a melhora do tempo, pudemos conhecer a Praia do Forno, a Brava, João Fernandes e João Fernandinho. Aliás… só conhecer, olhar de longe já estava bom porque entrar no mar e curtir a praia mesmo é algo difícil. O mar nessa região é muitíssimo frio, por causa das correntes marinhas que vem direto da Antártida, explica o Juliano… o certo é que para entrar no mar da praia do Forno, por exemplo, só com muita força de vontade, reza e coragem, porque a água trincava o queixo literalmente. Em compensação, na de João Fernandes, a coisa é melhor, por causa da geomorfologia do local, a água fica parada mais tempo na encosta, o que a faz esquentar um pouquinho com o sol e voilá… ali tomamos banho menos frio e muito mais felizes. Nessa praia os turistas também contam com uma infra-estrutura melhor de bares e restaurantes a beira mar, como peixes, cervejinha, ostras e camarão de frente para o mar, no sossego de um dia de sol. Sem queixas!
Melhor teria sido apenas se estivéssemos com amigos (com quando íamos para Laranjeiras, em Camboriú ou para a Ilha das Peças, na baía de Paranaguá) ou com a família, que sempre é lembrada e bem vinda. Outras oportunidades virão, com certeza.
Saí do Rio dia 27 de outubro, fungindo da chuva que irritava toda a cidade e fui para Curitiba onde mais um casal de amigos iria se casar… para sorte nossa o vôo saiu no horário e o Galeão nem estava tão cheio assim, ufa! Mas se eu pensava que a chuva daria trégua, estava eu muito enganada…
Para sorte dos noivos não choveu no momento da cerimônia, apenas algumas horas antes e já no desenrolar da festa, sendo que chuva na hora do festerê e da alegria nem desanima ninguém. O pessoal se reúne, mata as saudades, conversa sobre tudo que dá tempo e ainda curte uma sessão de fotos entre amigos, não tem coisa melhor. Triste é quando acaba a festa e volta cada um pra sua cidade ou vida corrida, deixando apenas a expectativa do próximo casamento e novo encontro, hehe. E eu já suspeito quem serão esses amigos…
Enfim. Durante nossos 13 dias de férias em Curitiba só choveu! Aliás, dois ou três dias foram de calor e sol, daquele jeito de Curitiba, com variações de temperatura ao longo do dia, mas no geral mesmo, a chuva estava nos perseguindo com seus pancadões fortes no final das tardes, árvores caídas, faltas de energia temporárias e alguns estragos casa afora. Mesmo assim, tudo estava uma delícia. Poder ficar perto da família, curtir os cachorros (da minha família e da família do Ju) e ainda, comer a comidinha das mamães, não tem preço, faz a gente se sentir em casa de novo, acolhido e acarinhado por todos, especialmente nessa fase da gravidez quando todos os mimos são bem vindos.
Pra melhorar nosso início de férias ainda fomos curtir uns dias em Búzios, mas a chuva – nossa grande amiga – resolveu ir conosco nesta viagem também e por causa de sua insistência acabamos até voltando para casa antes.
Fazer o quê?! Agora o negócio é curtir um Feriado de Proclamação da República junto dela, em casa, lembrando com saudades dos dias em Curitiba… e claro, torcendo para o restante das férias ganhar uma trégua, afinal, de volta ao Rio, ninguém merece ficar andando por aí com chuva, água parada e lixo transbordando nas ruas e calçadas.
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