Finalmente, hoje, deu tempo para escrever registrando como foi o Reveillon carioca, a mudança de ano para uma nova etapa nas nossas vidas…
Eu que sempre quis passar a virada de ano nas areias de Copacabana, impressionada pelas belas imagens que a imprensa sempre divulga nos dias primeiro do ano, acabei tendo, na minha primeira oportunidade, uma grande frustração. O lado bom foi que a praia estava razoavelmente vazia no ponto em que escolhemos ficar, próximo a pedra do Leme e tivemos boa companhia, de um casal amigo e seus familiares, mas o ruim foi que o grande espetáculo de fogos, cores e brilho não é o mesmo visto de baixo, da altura de nossos olhos… realmente é mais bonito através das imagens de helicópteros ou dos altos edifícios daquele bairro.

A imprensa e os organizadores da tradicional festa carioca dizem que o efeito dos fogos foi menor neste ano porque uma das balsas posicionadas no mar (a 300m da areia) de onde partiriam os fogos, estourou antes da hora, ou melhor, 2 minutos antes da meia noite e foi por causa disso que ninguém na areia escutou a contagem regressiva que dá ânimo para os abraços e comemorações de feliz ano novo e ainda, o que causou fumaça excessiva prejudicando a visão dos fogos que vieram em seguida. Para azar nosso a tal balsa estava na nossa frente, mais à esquerda da praia de Copacabana.
Além disso, mesmo depois de brindar, fotografar e realizar tradicionais desejos, ainda perdemos a chave da casa de nossos amigos, o que nos rendeu discussão e perda de tempo procurando pelas areias poluídas daqui (sendo que não achamos, claro) e em seguida o pior, andamos mais de 2 km até conseguir embarcar num taxi de volta para casa, pois em dias de festa, tudo fica mais difícil nesta cidade, mas no Reveillon, a coisa é mais interessante ainda. Taxis podem andar desde cedo com a bandeira 2 e para as viagens de volta às resdiências e/ou festas, após a meia noite, os taxistas ficam liberados pelo sindicato e pela prefeitura a cobrar qualquer valor fixo que queiram. No nosso caso, fechamos, por boa lábia do meu cunhado politico, 30 reais para vir até Botafogo, sendo que a tarifa normal sairia por 10,00. Mas, tudo bem. Foram 2 carros por esse valor, para trazer eu, meu marido, cunhado e sogros. 60 pila pra mim saiu barato, caro foi andar aqueles 2km até achar um carro livre, em meio a um monte de gente bêbada, carregando uma barriga de 9 meses, sendo olhada e avaliada por um monte de “velhos” (e como tem idosos nessa cidade) que pensavam “o que essa louca faz na muvuca com uma barriga dessas?”. Garanto, não foi fácil.
Mas, ano novo é ano novo e com a chegada dele a gente, de um modo ou de outro, sempre renova nossos desejos de felicidade, de ternura, de esperança, amor e crença num futuro melhor. Para mim, este ano de 2008, é realmente o grande ano, já que receberemos em breve o nosso herdeiro, uma nova vidinha que nos faz multiplicar o desejo de fazer dessa sociedade em que vivemos, uma sociedade melhor!












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