Arquivo para Junho 22nd, 2008

22
Jun
08

Dá para estimular a inteligência de seu filho?

Minha irmã, Samantha, me indicou essa reportagem da Revista Crescer. Achei interessante e colo abaixo.

Ainda mais esperto

Seu filho está crescendo e você se surpreende a cada dia com a capacidade que ele tem de aprender coisas novas. Saiba que é possível ajudá-lo a desenvolver ainda mais habilidades. Descubra a importância dos estímulos e pratique-os. (Por Daniela Tófoli e Tamara Foresti)

Pense em um quintal com terra nos fundos da sua casa. Todos os dias ele recebe sol, chuva, passarinhos e borboletas. Meses depois, mesmo com visitas limitadas, talvez você note uma flor nascendo. Agora experimente jogar algumas sementes, adubar o solo e plantar mudas. Reparou no lindo e variado jardim que está florescendo? O mesmo acontece com o seu filho. Ele recebe estímulos do mundo externo. Porém, a sua atenção e o seu cuidado são os fertilizantes necessários para o desenvolvimento de todas as capacidades dele. É o seu estímulo que faz desabrochar as habilidades finas da criança, assim como a mão do jardineiro fortalece as flores.

Tanto é que uma pesquisa da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, descobriu que a média de QI das crianças subiu mais de 20 pontos nos últimos 50 anos. A explicação? Famílias menores e pais intelectualmente ativos, dois fatores que favorecem a estimulação e, assim, fazem a nova geração ficar ainda mais esperta. “Os pais que não estimulam os filhos negam a apresentação do mundo à criança”, diz Diana Pancini de Sá Antunes Ribeiro, psicóloga e integrante do projeto Psicoterapia Psicanalista Infantil e Saúde Mental Coletiva, da Unesp, em Assis (SP). Tenha em mente que seu filho está programado a absorver todos os tipos de instigações, mas precisa de experiências para aprender com elas. A criança não estimulada não se desenvolve plenamente, criando lacunas de aprendizagem.

“O cérebro é organizado para receber estímulos contínuos, aperfeiçoando-se e evoluindo. Quando somos estimulados, o metabolismo na região cerebral que está trabalhando se acelera, gerando aprimoramento das funções”, diz Maria Valeriana Leme de Moura-Ribeiro, neuropediatra, professora titular da Unicamp (SP) e uma das autoras do livro Neurologia do Desenvolvimento da Criança (Ed. Revinter). Tanto que mesmo quando chegamos à terceira idade é preciso continuar exercitando o cérebro para que ele não se atrofie. Palavras cruzadas, por exemplo, são uma atividade indicada desde a infância.

Biologicamente falando, o bebê nasce com mais de 100 bilhões de neurônios, porém eles precisam estar interligados para que ocorra o aprendizado. As ligações são feitas por meio de pontes, as chamadas sinapses. Estas, por sua vez, necessitam de uma incitação – o estímulo – para acontecer e tecer as redes de conhecimento. Na infância, o cérebro humano tem maior possibilidade de se organizar e reorganizar. Nesta época, as janelas de oportunidade – momento no qual o cérebro está preparado para desenvolver habilidades específicas, como andar ou fazer contas – estão abertas. Mas nem todos os pais conseguem aproveitar a boa fase, principalmente os de classe social mais baixa, que têm menos acesso à informação.

Longe do potencial
Um estudo feito no ano passado pela University College de Londres, no Reino Unido, afirmou que 200 milhões de crianças menores de 5 anos nos países mais pobres não atingem seu potencial de desenvolvimento. “Os pais não têm tempo nem a cultura do estímulo, prejudicando a criança. Mas, se por um lado o desenvolvimento intelectual é lento, o motor é favorecido, afinal, o bebê é mais independente, fica mais livre e tem maiores chances de se locomover”, explica Abram Topczewski, neuropediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

A falta de estímulo intelectual pode acarretar um outro problema: a violência doméstica. Segundo uma pesquisa conduzida em janeiro de 2007 pela Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, crianças estimuladas com livros e brinquedos educativos têm menores chances de receber castigo físico dos pais. Uma das explicações para o fato é que, quanto mais o intelecto é instigado, melhor é o comportamento infantil.

Para estimular seu filho, não é preciso comprar brinquedos, jogos e livros caros. No caso dos livros, uma boa biblioteca vai colocá-lo em contato com as obras infantis e ainda fazer com que aprenda a cuidar de algo que não é dele. No caso dos brinquedos e jogos, basta juntar um pouco de sucata e incentivar a imaginação da criança. “Ela vai explorar o objeto até descobrir tudo sobre ele. É por isso que, às vezes, você compra um carro de controle remoto de última geração e, depois de um tempo, ele cai no esquecimento total”, diz Topczewski. Já lápis, argila e caixas de papelão representam inúmeras oportunidades de brincadeiras e são sempre uma diversão – e um estímulo – certa para a garotada.

Biblioteca e sucata
Só tenha cuidado para não estimular excessivamente nem oferecer atividades que seu filho não está preparado nem disposto a receber. Por exemplo, se você é craque no tênis, mas seu filho nada como um peixe, apresente o novo exercício como brincadeira, insista um pouco e, se perceber que ele não se interessa, desista bem antes de fazê-lo odiar as raquetes. A criança aprende quando se diverte. É um consenso entre os cientistas que, ao brincar, o cérebro ganha complexidade, deixando-a mais habilidosa, flexível e socialmente adaptável.

Mais importante que o tipo de estímulo que você dá ao seu filho, porém, é a forma de apresentá-lo. “A criança deve estar em um ambiente propício para se desenvolver. Precisa do carinho e da segurança dos pais”, diz a neuropsicóloga Cássia Maria Ramalho. Em vez de impor uma atividade, faça a proposta sem grandes expectativas e veja se o pequeno a aceita. Lembre-se de que o melhor estímulo é a vida e o seu papel é dar oportunidade para a criança aproveitá-la. Por exemplo: em um parque, deixe seu filho sentir o cheiro da grama e a textura da terra. Ensine as cores mostrando as asas da borboleta e deixe-o brincar até as meias ficarem encardidas. O segredo do aprendizado é fazer com que ele sinta prazer e curiosidade pelo processo. Parece difícil? Pense na construção de um prédio. Enquanto os operários montam o esqueleto da obra, contam com a ajuda de andaimes para erguer o edifício. Esse é o papel dos pais: sustentar o crescimento infantil, servindo de apoio para o desenvolvimento. À medida que a criança cresce e ganha independência, você retira as armações e a deixa caminhar sozinha, porém sempre sob seu olhar.

Não há uma poção mágica para transformar seu garoto na criança mais esperta e habilidosa do mundo, mas há maneiras saudáveis de descobrir e instigar os talentos especiais dele. E você consegue isso aos poucos, na mesma velocidade com que ele deixa de engatinhar e passa a pilotar uma bicicleta. A regra de ouro é respeitar os limites de cada fase, tirando o máximo proveito delas. E é isso que vamos estimular você a fazer a seguir.

22
Jun
08

Caio José

Não escrevi mais neste blog desde o Reveillon e pensei, hoje, em muitos títulos para a minha postagem de retorno a este diário. Retrospectiva (já que poderia comentar como foram os últimos meses), Vida nova (já que tudo tem sido novidade em minha vida desde a chegada do Caio), a Chegada (título muito sugestivo, rs) e claro, Caio Jose que é o nome do meu maravilhoso filho, pessoa esta que tem sido responsável por tudo de novo e diferente que tem me acontecido… o ser mais encantador do mundo que tem alegrado minhas manhãs quando abre largo sorriso ao me ver na cama, que tem me exaurido ao máximo nas madrugadas quando acorda para mamar ou apenas observar o mundo na penumbra das madrugas… e que tem me ajudado a crescer como pessoa, como mulher e como mãe.

Caio José é mais do que o nome dele e um perfeito título para esta postagem… significa “aquele que traz alegria”. Quando Juliano e eu escolhemos o nome fizemos mil e uma associações pensando em apelidos, brincadeiras na idade escolar, combinações para os sobrenomes, etc e tal, mas o mais importante que era o significado, isso quase deixamos que ficasse em segundo plano, ainda bem que optamos certo. Esse menino nos traz alegria diariamente, oferece alegria para quem o vê, sente e escuta. Seus sorrisos bondosos e simpáticos são espontâneos e sua gentileza ao retribuir a atenção, elogios e risadas que recebe são sempre reais, nada de exagero de mãe… Fico feliz em pode constatar e contar isso aqui.

A vida de mãe, que tanto tinha ouvido falar, é mais difícil do que parece. Admiro quem consegue ser mãe de um filho e mais ainda de vários… Meu Deus, quanta força e energia, desprendimento e obstinação é necessário para se ter um filho, criá-lo, amá-lo e prepará-lo para o mundo, para a vida!! O Caio que está com cinco meses, desde 18 de janeiro deste ano está me ensinando algo a cada dia, me exigindo e me proporcionando experiências inacreditáveis, tudo muito diferente do que eu poderia sequer imaginar ao ouvir relatos de outras mãe, ler em reportagens e desabafos ou observar – atenta – a partir das vidas de pessoas próximas a mim. Com ele me preocupo a todo o instante, desejo ser mais e melhor, desejo acertar, ser onipotente e onipresente, a mulher maravilha… para que nada lhe falte, nada lhe atinja, nada fuja ao meu controle. Esse desejo de perfeição eu já tinha antes da maternidade, mas ele só aumentou… embora junto eu já tenha percebido que nada disso é possível. Sou falível, sou humana e mais, sou uma mãe de primeira viagem. Por mais que me esforce muito irei cometer erros, mas tudo bem, ainda sim tenho convicção de que estou me saindo bem e de que serei ainda uma mãe muito especial, boa e feliz. Sabem como sei isso? Meu filho me diz – diariamente – com seus olhos brilhantes e seus largos sorrisos, demonstra ser alegre e confiante, carinho e bem disposto, tranqüilo e emotivo… ou seja, por ser um bebê feliz e perfeito, fico grata a Deus e em paz comigo mesma. Ainda bem!




 

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Marcos Shechtman - diretor de Caminho das Índias

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