Ainda agorinha li no G1 uma reportagem sobre bebês e o fato de uma pesquisa britânica ter constatado que eles podem sentir mais dor do que imaginamos… me chamou a atenção porque ainda na semana passada, na consulta mensal do Caio, eu comentei com o pediatra que sempre tenho dúvidas acerca das possíveis dores que meu filho sente. Fico muito atenta ouvindo os conselhos que me dão e observando as expressões de dor, tensão e alegria que o Caio costuma fazer… e atenta aos pesadelos, porque as vezes ele chora dormindo e depois de uns 2 ou 3 minutos acaba parando sozinho, vindo até a sorrir depois, então essa reportagem veio ao encontro das minhas dúvidas.
Claro, a reportagem é superficial e sobre a pesquisa não tenho muitos dados, mas fica um alerta sobre como essas observações em relação às dores devem ser constantes, afinal, como qualquer pessoa adulta, os bebês estão suscetíveis a serem influenciados pelo meio em que vivem, pelas pressões do dia-a-dia e etc.
Especificamente este trecho me chamou a atenção “os especialistas monitoraram a atividade cerebral de 12 bebês, alguns deles prematuros, durante o teste do pezinho – um procedimento médico doloroso que consiste em retirar algumas gotas de sangue do bebê para detectar possíveis doenças genéticas e infecciosas que poderão afetar seu desenvolvimento. O estudo, divulgado na publicação científica Public Library of Science: Medicine, detectou que expressões faciais, como caretas, olhos espremidos e testa franzida já eram suficientes para indicar que os bebês estavam sentindo dor”.
Isso porque o Caio chorou muito no dia em que fez o teste do pezinho, quando espremeram o calcanhar para retirar as gotinhas necessárias. Chorou durante e depois do exame, ficando um pouco sentido mais tarde. Em compensação não chorou ao tomar nenhuma das vacinas até hoje, aliás, reagiu bem a estas, sem dor e/ou febre como efeito colateral, o que é comum na maior parte dos bebês… ou seja, cada criança reage de um jeito aos estímulos, inclusive dolorosos, o interessante é constatar como, quando e em que grau de intensidade.
E como diria a médica pesquisadora responsável "Apesar de nosso estudo ser pequeno, aumenta a preocupação sobre as ferramentas que são utilizadas pelos médicos para estabelecer o nível de dor em recém-nascidos".














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