Arquivo para Agosto, 2008

31
Ago
08

Sobrinhos queridos, que saudades…

Puxa vida, depois de receber um telefonema de minha irmã mais velha hoje cedo, no qual ela mencionou a possibilidade de vir nos visitar aqui no Rio, na companhia do marido e dos filhos… meus sobrinhos queridos… deu uma saudades!!! Passamos o dia lembrando deles e mais, imaginando o que poderiam gostar de ver, visitar, conhecer. Dizíamos: ah, os meninos iriam querer ver isso, fulano gostaria mais de tal coisa… e assim por diante. Hum… pena que a possibilidade de virem é somente em novembro… isso parece tão distante… :( tomara que o tempo passe super rápido, enquanto isso irei programando passeios e atividades diversas.

Pra finalizar, vi uma imagem no site do Jornal Extra agora ha pouco e lembrei deles… esculturas de areia na praia do Leme (justamente onde mais vamos, por causa dos Rigoti’s), coincidência.

A Praia do Leme, que se estende do Morro do Leme até a Avenida Princesa Isabel, enche de banhistas aos fins de semana e feriados, a via que circunda o local fica interditada para caminhadas, corridas e outras atividades de lazer. Um bom espaço para famílias, menos requisitado por turistas que preferem o meião de Copacabana… mas é bom chegar cedo se for de carro, achar uma vaga para estacionar é difícil. 

A tem uma areia clara e fofa em 1 quilômetro de extensão e fica no início de Copacabana. No alto da Pedra do Leme fica o Forte Duque de Caxias, construção que data de 1779. Nos arredores da pedra, pescadores costumam se reunir desde a madrugada à espera dos peixes. Também é possível circundar a pedra apenas para se ter uma vista variada da outra extremidade, o Forte de Copacabana, antes da Pedra do Arpoador, que já dá acesso às praias de Ipanema e Leblon… mas isso fica para outro post.

31
Ago
08

Mamíferas

Nesta semana vi no blog da Renata a indicação de um outro blog, o Mamiferas, escrito a várias mãos e cujos temas são a mulher e a maternidade… li e me identifiquei. As autoras parecem ter muita opinião, os textos são muito bem escritos e sinceramente, não sei se há está intenção, mas de tão verdadeiros alguns depoimentos chegam a ser bem humorados.

Gostei especialmente dos textos de Kalu sobre a Vitamina S e de Tatá sobre amamentar em público  (esse faço questão de comentar num outro post). Kalu começa o texto dela dizendo: “Quando bebê, Miguel mamava demais e sempre regurgitava. Aquela roupinha cheirosa ficava com um cherinho de queijo que até já sinto saudades. Não só a roupa dele, como por vezes a minha também. No começo trocava toda a roupa, sempre tinha uma blusa minha para trocar também. Depois disso, só quando a roupa dele ficava super, mega molhada e fedida é que eu trocava. Daí ele começou a engatinhar. Ficava naquele dilema: quando colocar no chão? Levava um paninho com Álcool para limpar a mãozinha dele que ia direto para boca. Recomendação da vovó que dizia que mão suja causava dor de garganta. Devo ter feito isso algumas vezes e depois desencanei. Lavava a mãozinha dele de vez enquando, principalmente antes das refeições ou de brincar com o cachorro”.

Lendo isso parece que escutei a mim mesma, sabe?! Parece que pude me ver na mesma situação correndo atrás do Caio para limpá-lo e ajeitar tudo em que possa tocar e experimentar sem que fique sujo em demasia, sem que ele suje as coisas e assim por diante. Antes dele chegar, meu marido e eu ficávamos olhando os filhos dos outros, na rua, nos restaurantes e mercados (nossa, em mercado a gente vê cada coisa!), analisando e epois debatíamos: isso nunca vamos deixar um filho fazer… isso é feio, que falta de pulso dos pais… como pode aquilo?… ui, nossa, vc viu?… olha a criança pondo coisa suja na boca!… e por ai vai. Lembro bem de uma situação muito específica, que agora, acredito estar prestes a viver, foi ano passado: uma menininha brincando de esconder-se do pai, num bar/restaurante, agaichada debaixo da mesa e depois rolando de alegria no chão (frio de cimento), rindo, toda suja. A gente se olhou, interagiu com ela, foi testemunha daquele momento feliz e depois comentamos que ela estava naquele chão sujo de Rio de Janeiro, encostando o corpinho (que pelo horáio demoraria um pouco para ver um banho) onde tantos respingos de cerveja e comida já tinham caído… a gente pensou em como, quando chegasse nossa vez, agiríamos… e confesso, ainda pensamos, prestes a acontecer cenas assim, ainda ficamos no dilema: deixar a criança limpa/protegida/impecável ou deixar sujar-se e viver feliz? 

Na verdade, como eu e meu querido marido somos muito frescos com sujeira talvez a gente até exagere, mas além de tirarmos (e pedirmos que todos que entrem em casa tirem) os calçados na porta, nós tb temos tentando manter o chão o mais limpo possível, na tentativa de manter um piso limpo para o Caio engatinhar. Isso porque, quem tem filho sabe, a criança não engatinha sempre com a cabecinha erguida, às vezes pára, lambe o chão, pára, senta, põe as mãozinhas na boca, prova coisas que  achou pelo caminho e assim por diante. Ou seja, ficam expostas ao mundo exterior e toda a sua sujeira, mesmo contra a nossa vontade, aí a preocupação (e muitas vezes um olhar de contrariedade são inevitáveis.  É nesta hora que, acredito, nós (pais e demais cuidadores) devamos afastar o excesso de sujeira assim como o perigo, mas sem privar os pequenos da experiência de tocar, lamber, mexer e aprender com o chão, com seus movimentos e o universo ao seu redor.

A gente sonha, idealiza filhos limpinhos, retratos de propagandas (e os temos até uns 15 min depois do banho) para brincarem felizes e tudo sair perfeito, mas a verdade é que temos que dar liberdade a eles, controlar as neuroses e deixar rolar. E olhem que quando digo isso, o faço com a consciência e auto-crítica de mãe que todos os dias sofre ao ver as mãos melecadas de papinha subirem ao rosto, sujarem babador, roupa, cabelo e cadeirão na hora das refeições…  

P.S. não, meu post não teve patrocínio de OMO! hahaha :)

E pra finalizar, tenho que considerar a frase que mais me chamou a atenção no post da Kalu: seu filho está exposto a vitamina S de Sujeira, mas tb vitamina S de sorriso. Adorei!

29
Ago
08

CPF e RG… duas histórias…

Comecei esta semana decidida a realizar duas coisas, identificar meu filho junto a Lei…  fazer-lhe o registro geral de nascimento (RG) e o cadastro de pessoa física (CPF), pois ele só tinha até então a certidão de nascimento para identificá-lo e provar seu parentesco conosco nos passeios e constantes viagens inter-estaduais que fazemos. Com mãe adovogada e dona de uma personalidade muito politicamente correta e metódica, lá fui eu correr atrás disto.

 

Para fazer o CPF apenas recorri a uma agência dos Correios, pessoalmente, levando a certidão de nascimento para preenchimento de formulário eletrônico, informando endereço, telefone e pagando taxa de 5,50. Pronto. Demorou menos de 10 minutos e o documento será entregue em casa, via Correios, dentro de 25 dias.  O atendimento, na agência próximo a minha casa, foi rápido e saí muito satisfeita, mais ainda porque mesmo sem o cartão de CPF em mãos, se necessário, consultando pelo site da Receita Federal, posso já ter o número e acompanhar o processo de confecção.

 

Já o RG… que novela longa, chata e feia!!! Mesmo tendo muito preconceito contra o trabalho de prestadores de serviços aqui no Rio e claro, com o serviço prestado pelas instituições públicas em geral, eu fui de coração aberto (e sem garras) até uma sede do Instituto Félix Pacheco, junto a Polícia Civil do Rio, fazer a tal carteira… fomos, aliás, Caio e eu, muito felizes sob sol de 30 graus, nesta tarde. No site da Polícia Civil opção documentações, havia indicação do endereço… assim como no site do RJTV - jornalismo da Globo local – em dicas sobre documentações… ou seja, fui ao local indicado com os documentos necessários, foto e afins. Chegando lá, eis que um senhor de meia idade me olha e (resumindo) diz:

·         Você é policial? Ou parente de policial?  

·         Não, nem uma coisa nem outra. (Foi minha resposta). E de pronto ele disse:

·         Então não posso fazer o documento pra senhora, aqui só atendemos familiares de policial… virou de costas e foi se coçar (com o perdão da expressão).

·         Como assim (eu disse), só o fato de ser uma cidadã, pessoa física, querendo fazer o documento do meu filho não é suficiente? E se eu fosse parente de policial… isso é ser mais do que qualquer outra pessoa? Por que parentes de policial civil tem regalias, lugares e atedimentos especiais? Que história é essa?

·         Senhora, nada posso fazer… a senhora vá embora, pois eu só obedeço regras e aqui a gente privilegia parentes de policiais sim… disse o funcionário começando a elevar o tom de voz.

·         Tudo bem, meu senhor, mas eu li no site da Secretaria de Segurança que aqui é um posto de atendimento do Instituto Felix Pacheco, que aqui se faz a documentação que eu preciso e nada dizia sobre parentesco com um ou outro, portanto quero ser atendida e somente sairei daqui quando tiver o protocolo do RG em mãos ou quando o senhor me provar porque não pode fazer para mim?

·         Não vou fazer, a senhora que espere minha colega que trabalha aqui há mais anos ou, nosso chefe, pois eles vão repetir a mesma coisa.

·         ok (eu disse) então vou esperar mesmo porque ou o senhor, que obviamente, não está fazendo nada não quer me atender por má vontade ou há um equívoco do serviço público aqui e eu não aceito isso.

 

Mesmo sem saber quanto tempo demoraria, resolvi esperar e lá fiquei 10 minutos até que uma senhora bem atrapalhada, simples pra caramba e muito risonha entrou e foi logo fazendo brincadeiras com o Caio… pra sorte minha… logo depois, o senhor disse que era com ela que eu deveria falar. E ela, depois de ouvir tudo que eu disse, tornou a dizer a mesma coisa… que ali eles (funcionários? Aspones) convencionaram que só iriam atender familiares e policiais, pois era menos trabalho, ficou acertado assim e quaisquer outros interessados deveriam ir nos demais postos de indentificação. Ah… rodei a baiana! E confesso, me fiz de ingênua tb alegando conhecer pouco a cidade e ser difícil sair pra lá e pra cá com um bebê preso ao meu canguru (ops, isso não é ingenuidade, é uma verdade genuína)! Depois de insistir e alegar que gostaria então de recorrer a Corregedoria da Policia Civil ou ler as disposições internas do órgão sobre o que me diziam, ela cedeu. Disse que iria fazer, mas para eu não comentar nada e que faria isso porque o bebê era pequeno, ficou com pena… cedeu resmungando, mas eu aceitei.

 

Sabem, eu poderia ter ido em outro posto, na zona norte, Niterói ou outras localidades, poderia ir em outro dia já que não tinha pressa, mas fiquei tão perplexa em ver como as coisas são feitas, com o descaso do primeiro funcionário que me atendeu… que bati o pé mesmo e, agora, daqui a 25 dias o RG do meu pequeno estará pronto. Resumindo foi isso que aconteceu… no meio do caminho, a mesma senhora me mandou 2 vezes ao fotógrafo do outro lado da rua refazer as fotos 3×4 pois ela não estava gostando do close de rosto das que tiramos antes, puxava impaciente os dedinhos do Caio para carimbá-los e depois quase ralou a mãozinha do Caio ao tentar (sem me ouvir que não o fizesse) limpar as mãos do pequeno com um papel grosso, seco… enquanto em minhas mãos estavam as toalhinhas umedecidas Johnson’s…  Mas essa parte até considero que foi mais mau-jeito, mais coisa de gente desastrada e rude mesmo do que má vontade.

 

Chato mesmo foi o fato de este dia não ter sido como eu imaginei. Como mãe zelosa (e leoa) e como romântica que sou, achei que levar meu bebê para fazer os documentos seria algo super legal, uma história gostosa, um dia perfeito… e não foi, mas dos males o menor, pelo menos essa confusão toda me rendeu uma história… que, com certeza, vou repetir para meu filho quando ele puder entender.  E a foto? Os meus sogros devm estar se perguntando… gente, levei a máquina, mas com tamanha correria e stress, não rolou registrar os dedinhos sujos do Caio. Sorry! E mãe, dessa vc vai gostar, quando eu saí de lá – 2horas depois – os dois funcionários ja tinham me mostrado fotos dos netos, contado causos da vida e se despediram com um “vá com Deus”.

29
Ago
08

bebês poliglotas

Seu bebê pode entender inglês melhor que você? Esta é a chamada de matéria da Revista Epoca desta semana. “Segundo pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os bebês podem, já nos primeiros meses de vida, diferenciar idiomas. Isso significa que, devidamente estimulados, eles podem se tornar poliglotas logo cedo“.

Não li a pesquisa sugerida, nem sei se já foi concluída, mas o título me chamou a atenção porque acho sim, muito provável, que as crianças desde cedo possam desenvolver habilidades do cérebro ligadas a fala e processamento de toda e qualquer informação nova, incluindo diferentes idiomas. Meus sobrinhos de quase 6 e 8 anos, desde cedo (ainda bebês) foram apresentados aos objetos, brinquedos, conversas cotidianas com a mensagem (nome, ação, função) em português, inglês e japonês. E hoje eles tem uma enorme facilidade para pronunciar palavras, expressões curtas, cantar e assistir programas de TV em ambas as línguas. É claro que o fundamental foi o incentivo dos pais e o meio onde vivem, mas tudo é bem possível, ainda mais nos tempos de globalização, tv a cabo e internet… Eu me espelho nestes exemplos e em outros semelhantes e já faço com o meu pequeno a mesma coisa… desde os 2 ou 3 meses… talvez ele não saiba exatamente o que significa a palavra, mas com a repetição pode estabelecer sentido entre o que digo e o que isso representa, além de ficar comum à sua audição escutar tais e tais palavras, tanto em português quando inglês ou japonês. Mas, não, eu não exagero, não tenho expectativas que meu bebê saia falando: mamãe/ mother/okaasan… por enquanto repito as cores, nomes de bichos, dou os parabens quando acerta e faz algo bonito, digo palavras carinhosas e canto pra ele… acho que estou no caminho certo!

—- mas, voltando a reportagem:

O que a pesquisadora Eloísa de Oliveira Lima, do Departamento de Neurolingüística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quer descobrir é a partir de que idade as crianças são capazes de identificar os fonemas e, por conseqüência, as palavras. Uma das aplicações mais imediatas para a pesquisa é saber desde quando os bebês podem ser estimulados a aprender outros idiomas.

Para investigar a formação da linguagem nos seres humanos, sobretudo nos recém-nascidos, Eloísa vai retomar, em setembro, os experimentos iniciados pelo cientista francês Jacques Mehler, um lingüista ligado à Universidade de Trieste, na Itália. Na década de 90, Mehler criou o “chupetógrafo” (Hã?), um aparelho que liga a chupeta do bebê a um sensor que é capaz de detectar as reações dos bebês em relação a estímulos de linguagem. Segundo a pesquisadora brasileira, quando um bebê recebe um estímulo em uma língua que não seja a sua, ele responde através de uma variação na sucção da chupeta. Em geral, ele suga de maneira mais intensa quando escuta alguém em uma língua estranha ao seu ambiente habitual. O “chupetógrafo” brasileiro será implementado com avanços em relação à sua primeira versão. Agora, o aparelho contará com a tecnologia bluetooth – de transmissão de dados sem fio – e poderá ser adaptado à própria chupeta do bebê.

Em entrevista a ÉPOCA, a pesquisadora fala sobre como pretende avançar nos estudos iniciados por Jacques Mehler e diz que, até os 7 anos de idade, é possível ser considerado praticamente um nativo na língua.

ÉPOCA – Quando a criança define a língua que ela irá falar no cotidiano?
Eloísa -
No final dos anos 80, com o avanço da neurociência, chegou-se à conclusão de que existe uma área funcional para a linguagem no cérebro. Portanto, nascemos com uma região no lado esquerdo do cérebro dedicada à oralidade. Porém, se você não estimular a linguagem até determinada época de sua vida, você não conseguirá falar. Precisamos do gene da linguagem e do meio em que estamos. Os dois fatores são fundamentais. Quando nascemos, não sabemos em que país estamos. Um bebê não nasce sabendo que está no Brasil e que, por isso, ele tem que falar o português. Ele irá falar a língua do seu entorno. Se for português, irá falar português. Por exemplo, se uma avó cuida do neto durante alguns dias da semana e fala com ele em polonês, se a mãe que fica com ele nos outros dias fala chinês e o pai fala com ele em inglês, a criança poderá adquirir, tranqüilamente, as três línguas a partir do momento em que elas estiverem bem distribuídas em tempo e intensidade. A criança se tornará um poliglota. Ela saberá distinguir com quem falar o quê.

ÉPOCA – Isso significa que os pais devem ensinar línguas às crianças o mais cedo possível?
Eloísa -
Sim. Até os seis meses de idade todas as crianças balbuciam os sons. Mesmo os bebês surdos e mudos. Até o primeiro ano de vida, os bebês vão ganhando e perdendo os sons da linguagem. Por exemplo, os orientais não falam os erres. Como o fonema não é utilizado na língua chinesa, os chineses acabam perdendo esse som antes mesmo de começar a falar. Eu sou coordenadora de um curso de inglês e, embora tenha me formado em letras e tenha trabalhado com adultos, eu optei, intuitivamente, há muitos anos, por trabalhar somente com crianças. Eu sempre me sentia muito mais gratificada quando trabalhava com elas. Hoje eu sei que a janela para aquisição de línguas se fecha aos sete anos de idade. Depois disso, tudo se torna mais difícil, mais cansativo. Você já será um falante estrangeiro do idioma. Você não irá aprender da mesma forma que você aprende sua língua materna. Irá precisar de toda uma artificialidade para aprender, como decorar regras e palavras. É por isso que um adulto estuda muito e, quando chega lá fora, muitas vezes, não consegue entender um nativo da língua.

ÉPOCA – A criança aprende, então, a falar uma língua sem sotaque?
Eloísa -
Sim, as crianças que aprendem uma língua com menos de sete anos de idade irão falar sem sotaque. A partir dos três anos de idade, os lingüistas consideram uma criança que aprende outra língua como se fosse um nativo. Aos sete anos, as crianças já são consideradas como falantes estrangeiras, ou seja, elas irão carregar o sotaque de sua língua materna para sempre, em qualquer outra língua que falarem.

28
Ago
08

Pulseira da Atitude – Projeto Avon Foundation

Reese Witherspoon, atriz de “Legalmente Loira” e Embaixadora da Avon Foundation, esteve aqui no Brasil participando de uma coletiva para a imprensa, nesta quinta-feira, 28, no hotel World Trade Center, em São Paulo. Junto a Ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire, da Diretora Regional do UNIFEM para o Brasil e Cone Sul, Ana Falú, e do Presidente da Avon Brasil, Luis Felipe Miranda, a atriz respondeu aos jornalistas e deu sua declaração (superficial achei, mas já de alguma valia) sobre o desafio de ajudar mulheres vítimas da violência doméstica. Ela disse:

“Apesar de pessoalmente nunca ter vivido nenhum tipo de violência, no mundo atual é impossível não conhecer alguém próximo que não tenha passado por isso, então me sinto agraciada de, como uma mulher famosa, poder contribuir para a causa. A mídia está interessada em mim e na minha vida e assim eu posso contribuir para a campanha”.

A atriz também entregou para Maria da Penha Fernandes uma Pulseira da Atitude, símbolo da campanha “Fale sem medo – Diga não à Violência Doméstica”. A história de vida da farmacêutica serviu de inspiração para a criação da Lei Maria da Penha, pelo aumento do rigor das punições relativas a agressões contra mulheres. Agredida durante seis anos pelo marido, Maria da Penha ficou paraplégica devido a um dos ataques, com arma de fogo.

Mais sobre a Lei e sobre o próprio projeto da Avon Foundation está em post da Sam, minha irmã jornalista que andou trazendo o assunto à tona, dias atrás, para reflexões no seu blog A Vida como a vida quer.

28
Ago
08

Pediatria Radical – clube de mães

Comprei este livro há duas semanas e ainda estou na parte do sono… horários, esquemas para dormir, cama compartilhada, etc e tal… estou achando muito bacana. Toda vez que o pego lembro das reuniões de idéias/dúvidas e espaço para discussão do Desabafo de Mãe, assim como das comunidades que sei que minha irmã faz parte, no orkut.

Neste livro, a pediatra Thelma B.Oliveira, reuniu uma série de dicas para os cuidados das crianças, que começa com o bebê no útero, depois com o bebê no colo e com as demais etapas do processo de crescimento e desenvolvimento da criança.

O livro é uma produção coletiva da comunidade Pediatria Radical, do site de relacionamentos Orkut, que tem por objetivo interagir e cooperar na busca da saúde integral da criança, servindo às mães que se interessam por temas de pediatria, educação e psicologia da criança.

Nem a comunidade nem o livro têm por objetivo a divulgação de temas médicos para profissionais. São informações genéricas e trocas de experiências que não deverão ser utilizadas como substituto de diagnóstico ou tratamento médico, cabendo a quem dela participa reportar-se a seu próprio clínico ou pediatra. A comunidade é mantida pela livre participação de pediatras e mães.

Valor médio: 59,90 Pediatria Radical - pediatria para as mães (Editora Senac)

28
Ago
08

Dá para curtir o passeio com tanta buzina?

Desde que eu me mudei para o Rio de Janeiro me estresso com o trânsito… êta gente irritadinha, apressada, mal-educada… afora as ruas esburacadas, milhares de taxistas esquisitos, motoristas ao celular, estacionando em pista dupla e até tripla, tantas mudanças de mão, pistas invadidas por transeuntes e ainda viver na disputa com os ônibus de linha (que aqui nenhuma lei respeitam), além de acharem que estão no autódromo, se considerarmos a velocidade que andam e como manobram… saindo às ruas ainda temos que aguentar as buzinas!! Eu já reclamei disso muiiitas e muiiitas vezes, sempre comento com meu marido e com amigos… nada podemos fazer, como tudo aqui no Rio, dá medo de reclamar e tomar um tiro – à queima roupa – então, a gente fica quieto…

Mas por que estou comentando isso agora e novamente? Porque nem com carrinho de bebê nossa vida fica mais fácil. Sempre que passeio com o meu pequenino pelos bairros aqui da zona sul, encontro as mesmas dificuldades, motociclistas buzinando sem parar enquanto zigue-zagueiam entre os carros, costurando no trânsito, carros com motoristas apressados ou atrasados, impacientes que pensam que só quem irá ouvir a buzina irritante é o sejeito que teoricamente está empatando o trânsito, lá na frente… quem dera… ô sujeito chato, quem escuta a buzina são os mais próximos de ti e nada de educado existe nisso, pelo contrário, buzinar incomoda a todos, chega a dar nos nervos, piora a sensação de tensionamento no trânsito, não é nada educado e claro, faz cair à zero a qualidade de vida de qualquer pessoa!!!

Ok, ok… mas como sempre puxamos a sardinha para nosso lado, estou a dizer tudo isso porque meu filhote odeia buzina, ele assusta, chora, grita. Hoje, passeando no Botafogo por uns 30 minutos, eu tive que parar e tirá-lo do carrinho, para acalentá-lo no colo por mais de 6 vezes (dá pra acreditar?) e em todas as situações o problema foi o mesmo: algum estúpido buzinava incessantemente, bem ao nosso lado, nestas calçadas estreitas do bairro. Judiação. Voltamos para casa às pressas. Chegando em casa, nada de dormir, o choro e susto atrapalharam toda a nossa rotina (quem tem filho sabe da importância de seguir a rotina) e olha que na nossa está incluso ouvir buzinas de vez em quando… mas não tanto!!!

Deus, se eu puder fazer mais um pedido hoje, please, arruma o temperamento dos cariocas nesse trânsito maluco! Obrigado.

27
Ago
08

Gripe ou resfriado?

Na dúvida, pesquisei e achei em Crescer/arquivos

Tanto a gripe quanto o resfriado são causados por vírus, mas de espécies diferentes, portanto não são a mesma enfermidade.
A gripe é causada pelo vírus influenza A e B, que sofre mutações anuais. Por conta disso, adultos e idosos precisam repetir a vacina todos os anos. Já o resfriado é causado pelo rinovírus, em 70% dos casos. E são mais de 100 tipos, daí a dificuldade de se desenvolver uma vacina. Ambos são bastante contagiosos, sendo transmitidos até por gotículas de saliva. Estudos norte-americanos mostraram que a principal via de transmissão dos vírus do resfriado e da gripe é manual. A criança espirra sobre um brinquedo e, minutos depois, uma outra toca no lugar e leva a mão ao nariz ou à boca. Contágio feito.

Sintomas

Na grande maioria dos casos o resfriado afeta nariz, ouvido ou garganta, provocando coriza, irritação das mucosas, tosse, espirros e, às vezes, leve elevação da temperatura corporal. No caso das gripes, os sintomas costumam ser mais intensos e incluem febre alta, dores musculares, cansaço e dificuldade para respirar, situação em que a criança deve ser levada ao médico para verificar se existem outras doenças associadas.

Como tratar

O tratamento no caso de gripes e resfriados tem como objetivo aliviar os sintomas, pois em geral a cura é espontânea. É importante incentivar a criança a tomar mais líquido. É possível que o apetite diminua durante a enfermidade. Deve-se fazer lavagens nasais com solução fisiológica e estimular a criança a assoar o nariz várias vezes ao dia. Se necessário coloque um umidificador de ar no quarto para facilitar a respiração da criança. No caso de febre, controlar com banhos ou antitérmicos. Não se deve administrar descongestionantes, antiinflamatórios ou xaropes para aliviar a tosse, sem antes consultar um médico.

Outras doenças associadas

A gripe e o resfriado em geral duram cerca de quatro dias, mas a enfermidade pode também ser a porta de entrada para outras viroses e doenças mais sérias. “O vírus quando atinge o sistema respiratório pode causar um desequilíbrio na resistência da criança, diminuindo sua imunidade e predispondo-se a infecções por bactérias”, afirma o pediatra Joaquim Rodrigues.

Como conseqüência, essas bactérias, principalmente o pneumococo e o hemófilo, podem atingir órgãos como os pulmões, os ouvidos e os seios da face e daí causarem, respectivamente, pneumonia, otite e sinusite.

26
Ago
08

Primeiros dentinhos

Recebi o boletim da Crescer e morri de rir, pois olhem a matéria que veio… sobre os dentinhos… bem no dia que vi o primeiro dente do meu pequeno, despontando e dando o ar de sua graça. Adorei!!!

Os primeiros dentes podem aparecer por volta dos 7 meses. Em geral, os dois da frente, na gengiva de baixo, são os primeiros a despontar. Daí até os 9 meses é a vez dos incisivos superiores. Quando completar um ano, a criança já conta com oito dentes. Dessa fase até os 17 meses, vêm os primeiros molares. Os caninos aparecem junto com os segundos molares até os dois anos e meio de vida. A criança terá então 20 dentinhos.
Ao nascerem os primeiros dentes, alguns bebês podem ficar com uma febre baixa e passageira. Esse é o momento ideal para a primeira consulta ao dentista. Ele vai recomendar cuidados com a alimentação e o uso de uma escova de dente pequena e macia. A pasta de dentes só é necessária por volta de um ano e meio de idade.
Você sabe identificar quando um dentinho está querendo nascer? Na verdade, é bem simples perceber. O bebê fica irritado, perde o apetite e quer levar tudo à boca para aliviar a coceira na gengiva. E baba muito. Além desses sintomas, o mais clássico é a gengiva bem vermelha e levemente inchada. Basicamente, uma fase caótica.
Os mordedores de borracha podem ser muito úteis nessa época, justamente para aliviar essa coceira. Mas existem os bebês que brincam de jogar o mordedor longe, apenas. Se ele deixar, tente massagear a gengiva inchada com o dedo (o seu dedo), limpo. No começo o bebê se irrita, mas, como toda massagem, essa também traz alívio e conforto.

22
Ago
08

Limites: reflexão sobre pais e filhos

Um amigo enviou a nós este texto que marca, pra ele e sua família, o começo de uma nova fase. Pode não ser verdade absoluta na psicologia das famílias, mas este texto nos leva a refletir sobre a postura e relacionamento entre pais e filhos atuais. 
              
 Somos as primeiras gerações de pais  decididos a não repetir com os
 filhos os erros de nossos  progenitores.
 E com o esforço de abolir os abusos do  passado, somos os pais mais
 dedicados e compreensivos mas, por outro  lado, os mais bobos e inseguros
 que já houve na história.
 O grave é que estamos lidando com  crianças mais ‘espertas’, ousadas,
 agressivas e poderosas do que  nunca .
 Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais  que queríamos ter,
 passamos de um extremo ao outro.
 Assim, somos  a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a
 primeira  geração de pais que obedecem a seus filhos…
 Os últimos que  tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos.
 Os  últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem
 sob o jugo dos filhos.
 E, o que é pior, os últimos que  respeitaram os pais e os primeiros que
 aceitam (às vezes sem  escolha…) que nossos filhos nos faltem com o
 respeito.
 À medida  em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos
 das relações familiares mudou de forma radical, para o bem e para o mal.
 Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se
 comportavam bem, obedeciam suas ordens e os tratavam com o devido
 respeito.
 E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, à
 medida em que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos
 foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais  são aqueles que conseguem que
 seus filhos os amem, ainda que pouco  os respeitem.
 E são os filhos quem, agora, esperam respeito de  seus pais, pretendendo
 de tal maneira que respeitem as suas idéias,  seus gostos, suas
 preferências e sua forma de agir e viver.
 E,  além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal  fim.
 Quer dizer; os papéis se inverteram, e agora são os pais  quem têm que
 agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso,  como no passado.
 Isto explica o esforço que fazem hoje tantos  pais e mães para ser os
 melhores amigos e ‘dar tudo’ a seus  filhos.
 Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do  passado encheu os
 filhos de medo de seus pais, a debilidade do  presente os preenche de
 medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e  perdidos como eles.
 Os filhos precisam perceber que, durante a  infância, estamos à frente de
 suas vidas, como líderes capazes de  sujeitá-los quando não os podemos
 conter, e de guiá-los enquanto não  sabem para onde vão.
 Se o autoritarismo suplanta, o  permissível sufoca .
 Apenas uma atitude firme, respeitosa,  lhes permitirá confiar em nossa
 idoneidade para governar suas vidas  enquanto forem menores, porque vamos
 à frente liderando-os e não  atrás, os carregando e rendidos à sua
 vontade.
 É assim que  evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e
 tédio  no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem
 parâmetros nem destino.
 Os limites abrigam o indivíduo.

Monica Monasterio  (Madrid-España)

Texto utilizado em Curso da PUCPR/Salas de Curso/Curitiba/Graduação

22
Ago
08

Maurren Higa Maggi é ouro! Mãe de ouro!

Que legal!!! A Maurren é ouro no salto em disância, tendo pulado 7,04m, nesta competição apenas 1 cm a mais que a última campeã olímpica. Nossa, muito bom… fiquei vibrando a prova toda, esperando acabarem as tentativas de salto das demais competidoras de uma vez.

Nota do Globo Esporte on line:

Com a conquista desta sexta, Maurren entra para a história ao se tornar a primeira brasileira a garantir uma medalha de ouro em esportes individuais. Cinco anos após viver o drama da suspensão por doping e chegar a abandonar a carreira, a saltadora finalmente sobe ao lugar mais alto do pódio, o que não acontecia com brasileiros do atletismo desde 1984, com Joaquim Cruz nos 800m rasos.

- É pela Sofia que eu estou aqui. Tenho certeza que Deus fez um caminho diferente, mas para dar tudo certo. E a minha preciosidade está em casa para me acompanhar nisso – disse Maurren em entrevista à TV Globo.

A vitória de Maurren veio por um centímetro, diferença mínima no salto em distância. A prata ficou com a atleta russa Tatyana Lebedeva, campeã olímpica de Atenas, que atingiu a marca de 7,03m. A nigeriana Blessing Okagbare garantiu a medalha de bronze com 6,91m. Já a portuguesa Naide Gomes, dona da melhor marca do ano (7,12m), e a ucraniana Lyudmila Blonska ficaram fora da final. Naide não foi bem nas eliminatórias, e Lydmila foi pega no antidoping.

21
Ago
08

Lei nº 11.769 – obrigatoriedade do ensino de música nas escolas

Gente, achei muito legal. Tem coisas (ações) neste Governo Lula que até que me cheiram muito bem!!!

Li há pouco na Crescer que o Presidente sancionou, na última segunda-feira 18 de agosto, a lei nº 11.769 que obriga o ensino de musica nas escolas. A lei valerá para o ensino fundamental e médio de todas as escolas brasileiras, que terão 3 anos para adaptar seu currículo na área de artes. Essa lei altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) que determina o aprendizado de arte, mas não especifica o conteúdo.

Achei que essa alteração é super benéfica. A música ajuda a educar, desenvolver a coordenação motora, a sensibilidade, a lidar com a emoção, estimula outras áreas do saber, da criatividade, da sociabilidade das crianças… nossa, muito bom!

O texto da reportagem fala sobre o histórico da musicalidade nas escolas, iniciativa do Projeto de Lei (agora em vigor, aprovado) e entre outros itens. Colo abaixo um pedacinho. A íntegra está em crescer on line.

O ensino de música já fez parte dos currículos escolares, mas foi retirado na década de 1970. O projeto de lei para o retorno dessa disciplina foi proposto pela senadora Roseana Sarney e surgiu com a mobilização do Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (GAP), formado por 86 entidades, como universidades, associações e cooperativas de músicos. O objetivo não é formar músicos profissionais, mas sim, reconhecer os benefícios que esse ensino pode trazer para o desenvolvimento e a sociabilidade das crianças. Sandra Peres, do grupo Palavra Cantada, acha a decisão bastante válida, mas questiona a maneira com que a música será ensinada nas escolas. “O que realmente vai fazer diferença é a maneira com que as escolas despertarão o apreço das crianças pela música”, diz. O importante, portanto, é que as aulas sejam baseadas na proximidade com o universo infantil. “Até 5 ou 6 anos de idade, o ideal é que elas tenham uma iniciação musical e sejam apresentadas a diferentes instrumentos musicais, para que, mais tarde, descubram de qual elas mais gostam”, afirma Sandra.

21
Ago
08

Morro da Urca e Pão de Açúcar

Pra mim a melhor vista da cidade do Rio, ou de parte dela, é a que temos lá de cima do Pão de Açúcar… ah, como gosto daquele lugar! Olhando para a cidade, lá do alto, esquecemos que existe sujeira, buzinas em excesso, gente em excesso, confusões, violência… só temos uma indescritível sensação de paz e contemplação, um prazer de observar o mar, a geomorfologia da cidade ou mesmo constatar as construções irregulares, rir das montanhas (que ao anoitecer parecem pinheiros de natal, com as luzes das favelas acesas)… é realmente muito bonito, além do que nos dá acesso a diferentes regiões do centro e da zona sul da cidade, assim como da baía de Guanabara, ponte Rio Niterói e parte da cidade (e praias) de Niterói.

O morro do Pão de Açúcar é uma montanha quase sem vegetação, sendo um bloco único de granito que sofreu alterações por pressão e temperatura, emergindo com o choque entre os continentes sul-americano e africano. Possui mais de 600 milhões de anos e 395 metros de altura. É circundado por um resquício de mata atlântica e pelas águas da baía de Guanabara… quase abraçado pelo bairro da Urca (o mais lindo do Rio) e vizinho do Morro da Urca, este pedacinho da cidade é considerado um quê a parte na cidade, um bracinho da cidade, privilégio de Deus.

Nesta terça-feira fomos, Caio e eu, acompanhar a Tia Ve e a irmã de uma amigo muito querido que nunca tinha vindo para a cidade “maravilhosa”… foi uma tarde muito agradável tanto pela companhia quanto pelo prazer de estar novamente no meu ponto turístico favorito. O Caio, claro, não tem noção de onde fomos, mas nem percebeu a altura, mostrou receio ou tonteirinha dentro dos bondinhos, muito menos se abalou com o frio e vento forte que faz lá no alto, ainda mais no final da tarde… adorou tudo e todos, dando muita risada e até fazendo pose para algumas fotos. Esse menino, meu querido!!

E pensar que em 2006, nós escalamos o paredão  de trás do Pão de Açúcar e atingimos o topo, assim, como se fosse coisa pouca, para apreciar lá do alto o pôr do sol maravilhoso que aquela vista nos permite… que saudades!

Serviço: a entrada para a visita e acesso aos bondinhos está 44,00 para turistas e 22,00 para moradores do Rio, na promoção Carioca Maravilha (antigo programa Carioquinha) que oferece desconto de 50% aos moradores da cidade, mostrando comprovante de residência e RG. Um café expresso + pão de queijo saem por 5,00

21
Ago
08

Domingo de sol – dias de calor

Tem feito muito calor nesta cidade nos últimos dias… ok, ok… aqui faz calor sempre, admito. Mas, se compararmos esta estação do ano com a cidade de Curitiba, posso dizer que aqui este inverno está sendo quase um verão, hehehe.

Neste domingo fizemos o típico programa carioca (e eu queria ter postado as fotos antes, mas não deu tempo), fomos à praia do Leme na companhia dos amigos que moram por lá e de outros, em turismo pela cidade “maravilhosa”. Chegamos na praia às 15horas por causa do melhor horário para bebês e vocês não crêem, mas rodamos por uns 30 minutos até achar uma vaga para estacionar o carro… parece que ao sol dos 28 graus daquela tarde todo mundo resolveu ir à praia… depois de abrandar a vontade de desistir da praia, conseguimos lugar. E quem mais curtiu nossas 2 horinhas de praia foi o Caio que ria para todos, como sempre, sentindo a brisa do mar só de fraldinha e short, cheio de protetor solar e usando seu lindo chapéu. Fizemos uma seção de fotos dele porque o prazer de encostar na areia, de morder meu chapéu de palha, agarrar a bolsa da Tia Ve ou mesmo tirar a canga do lugar, tudo parecia novo e curioso para nosso pequeno.

Na segunda, em consulta de rotina, o pediatra nos liberou para - já – levarmos uma piscina e alguns brinquedos para colocarmos o Caio na água enquanto tomamos nossos banhos de sol do final da tarde… até poderia ser com água do mar, mas por prevenção, optaremos com aval médico pela água do chuveirão das praias cariocas mesmo. Vamos ver como ele reagirá… água gelada, novas paisagens, olhares atentos dos pais… hum…

Ficam as fotos deste domingo que passou, abafado e rápido demais… poderia ter sido mai longo!!!

16
Ago
08

Cesar Cielo Filho é ouro para o Brasil

Ontem fizemos uma programa inusitado… fomos na despedida de um amigo do Ju e levamos o Caio para todos conhecerem… sempre atencioso, ele resistiu ao sono que geralmente lhe derruba às 21h, para dormir, entre os convidados, apenas próximo às 23h, dá pra acreditar? Aí estendemos nosso passeio e acabamos chegando em casa à meia noite, exatamente no momento certo para assistir a excelente apresentação do nadador Cesar Cielo Filho, que nos 50 metros livre, deslanchou rumo à vitória e encheu nossos corações (de sei lá quantos milhões de brasileiros) de alegria, orgulho e sentimento de patriotismo (isso me lembra o post da Sam). Foi ótimo. Fechou nossa sexta-feira (sábado almoço dos chineses) com chave de ouro, literalmente!!

Gente, não é uma delícia e não comove mesmo poder ouvir o Hino Nacional Brasileiro?

 

 

 

 

 

 

 

 

E mais lindo foi ver este “meninão” chorando de alegria, de euforia, como desabafo, como “conquistei e tudo o esforço valeu a pena”. Foi ótimo de ver. E adivinhem se vendo isso eu não chorei tb?! êta Tiffany!! Mas, eu explico, é a fase mãe… agora ando mais emotiva. E imagino a mãe do Cesar Cielo então!!!

16
Ago
08

Navegando e aprendendo… é a vez do leite materno

Navegando pela internet, entre sites e blogs relacionados a puericultura, infância, mães, amamentação… tinha lido a manchete de uma reportagem na Crescer que mencionava o fato de hoje, pesquisadores em alimentação adequada para crianças e claro, enstusiastas da defesa e conservação do meio ambiente, estarem indicado que “amamentar no peito é ecologicamente correto“… vi a manchete há dias, mas não tinha lido o texto… fiquei com isso na cabeça e hoje vim procurar para entender melhor sobre o que falavam e eis que me surpreendi… nunca tinha parado para pensar no desperdício e no alto número de recursos usados para produzir mamadeiras, bicos, latas de leite em pó, caixas e afins…

O estudo comentado pela Crescer on line, sobre o impacto ambiental da alimentação por mamadeira, foi feito por Andrew Radford, coordenador da ONG inglesa Baby Milk Action, voltada para o combate à alimentação inadequada de crianças. Ele explica que ”O leite materno é um dos poucos alimentos produzidos e liberados para consumo sem nenhuma poluição, embalagem desnecessária ou desperdício, já que ele é produzido de acordo com a necessidade do bebê”. Ou seja, além dos benefícios para a saúde da mãe e do bebê, a questão ecológica é mais um incentivo para que você amamente o seu filho o máximo de tempo possível. Amamentar reduz o impacto do lixo gerado pelo descarte de embalagens de leite em pó ou de mamadeiras. Ainda no estudo, Radford explica toda a rede de recursos gastos nesse processo. “Mamadeiras, bicos e demais acessórios são feitos de plástico, vidro, borracha e silicone, geralmente reutilizáveis, mas raramente reciclados ao final de sua vida útil. Todos estes produtos desperdiçam recursos naturais (estanho, papel, vidro), causam poluição desnecessária na sua produção e empacotamento e proporcionam o lixo”, diz.
(mais sobre esse tema, no link da Crescer… só colei esse pedacinho)

Impressionante pensar nisso, não?!

15
Ago
08

Lei sobre a Guarda Compartilhada

Li algumas coisas a respeito da nova Lei, em vigor desde 13 de agosto de 2008, sobre a Guarda Compartilhada e achei relevante postar a respeito. Segue texto bem esclarecedor: Guarda Compartilhada: acessibilidade e responsabilidade para ambostexto do núcleo Pesquisa e Sociedade, da UERJ.

A lei de autoria da Deputada Cida Diogo do PT, embora tenha sido aprovada por unanimidade pela Câmara dos Deputados no dia 13 de junho de 2008, está longe de ser consenso.  Para a maioria de seus críticos, a Guarda Compartilhada é inviável do ponto de vista operacional, pois a multiplicidade de situações que se apresentam na educação de uma criança é inapreensível. Haverá sempre zonas de conflitos, pois não é fácil conviver com a diversidade de posturas e de opiniões.

Segundo Denise Damo Comel, doutora em direito e juíza da 1ª Vara da Família e Anexos da Comarca de Ponta Grossa/PR, embora esta dificuldade realmente exista, a Guarda Compartilhada significa um avanço nas relações entre pais que se separam. Para a Juíza, é inadmissível que, em pleno século XXI, os sentimentos e as individualidades se sobreponham aos interesses da criança.  “Os pais devem, de alguma maneira, comungar valores e princípios, para poderem administrar juntos, com amor, responsabilidade e inteligência, a tarefa de criar e educar os filhos comuns”.

A professora Leila Torraca de Brito, Coordenadora do Programa Pró-Adolescente – do Instituto de Psicologia da UERJ, explica que na guarda compartilhada, tanto o pai quanto a mãe mantêm direitos e deveres relativos aos filhos. Para ela, o mais significativo da Lei é que esta facilita o acesso de ambos os pais sobre as decisões que precisam ser tomadas quanto à educação dos filhos. Este componente presencial altera significativamente as relações atuais, lembrando aos pais que se separam que os filhos não são gerados isoladamente e que, portanto, os direitos e deveres sobre eles devem ser comungados pelos dois, enquanto eles viverem.

Para a pesquisadora, é fundamental a desconstrução do esteriótipo “pai visitante”. Segundo ela, é preciso que se desenvolva no casal a idéia de que a figura presencial e participativa do pai só traz benefícios para a criança, pois impede um esfacelamento dos laços de parentesco entre a criança e um dos pais: “O pai não é e nem pode ser visto como uma visita, como alguém que vai à casa de seu filho e o pega para um passeio em dias determinados. O filho nunca é só de um. As responsabilidades por esta criança são, e sempre serão, dos dois, mesmo que alguém não queira assumir isto”. Além do mais, a criança tem direito a um convívio mais próximo com os avós e outros parentes maternos e paternos, contato que, segunda a pesquisadora, fica prejudicado nos casos de guarda monoparental. 

Diferentemente do que muitos críticos desta Lei alegam, Leila Torraca diz estar convencida da importância para os filhos de poderem experimentar uma convivência mais próxima com aquele com quem eles não moram. Para a psicóloga, a idéia de que “conviver com a diferença provoca confusão e instabilidade na criança” é uma visão ultrapassada. Hoje, sabe-se que a diversidade está presente por toda a sociedade  e nada mais justo que a criança possa ter esta visão de mundo, tornando-se um adulto mais adaptado às circunstâncias do mundo em que vive.

Leila Torraca identificou em suas pesquisas com filhos de pais separados, entre 21 e 29 anos, o reconhecimento de que estes gostariam de ter convivido mais com o pai, pois os jovens revelaram sentir falta de uma presença mais constante do pai em suas vidas. A pesquisadora entende que, por esta razão, “a guarda compartilhada é um direito da criança, que deve ter acompanhado o seu desenvolvimento tanto pelo pai quanto pela mãe. O compartilhamento permite ao cônjuge que se separa, manter seus laços com a criança, compartilhando os cuidados, as obrigações e os deveres em sua criação”.

A Professora Leila vê a Lei da Guarda Compartilhada como resposta a uma demanda cada vez maior pelo estabelecimento de um diálogo mais produtivo e mais igualitário nos cuidados com os filhos de pais separados. Segundo a pesquisadora, não apenas as alterações nas configurações sociais ocorridas na sociedade ocidental nas últimas décadas, mas principalmente, mudanças nas relações entre Homem-Mulher, com a desconstrução da figura da mulher como a “cuidadora” e do pai como “provedor”, são indicativos de que alguma mudança se fazia necessária.

Para a pesquisadora, no momento em que a lei entra em vigor é preciso que se informe e se esclareça a respeito da guarda compartilhada. Leila Torraca lembra que, numa separação, o que deve ser observado acima de tudo é o bem estar da criança. “A Guarda Compartilhada é um caminho para o entendimento. Todos podem aprender com as situações que surgem no longo caminho do crescimento e desenvolvimento dos filhos, mas para que isto ocorra é preciso que exista muito diálogo, compreensão, entendimento e muita, muita comunicação”.

A Guarda Compartilhada é adotada em países como Suécia, França, Inglaterra e  Japão há mais de 30 anos.  Nos Estados Unidos, onde as leis variam de estado para estado, também há casos registrados. No Canadá, a guarda única só é concedida se comprovado que o ex-companheiro não tem condição de sustentar a criança, mesmo assim o processo é longo e complicado e a exceção só é feita em casos extremos.

A revista Crescer on line tb aborda o tema, dá mais informações e traz comentários de pais…

14
Ago
08

Pra fechar o dia com fotos…

Recebi um e-mail com estas fotos de bebês japoneses, em referência ao centenário da imigração japonesa no Brasil, comemorado este ano…  claro, foi uma prima japonesa que me enviou… posto aqui porque os bebês são muito fofos mesmo!!! Vale um destaque. 

Um beijo.

14
Ago
08

Bienal Internacional do Livro, em SP

Começa hoje, em São Paulo, a vigésima edição da Bienal Internacional do Livro.

Quem gosta de livros não pode perder mais uma chance de ver, ler e experimentar emoções e conhecimento diversos através dos livros. E esse programa não é apenas para adultos, aliás, leitura nunca deverá ser coisa exclusiva para adultos afinal é de pequeno que aprendemos a desfrutar as coisas boas da vida…

Li há pouco no site da Crescer que este ano, a Bienal trará uma área maior para o público infanto-juvenil, com mais de 2 mil metros quadrados. Segundo a organização “o espaço, chamado Ler é Minha Praia, conta com uma arena e dois palcos para apresentações de contadores de histórias, oficinas, bate-papo com autores e cartunistas, aulas de origami, entre outros eventos. Haverá, ainda, visitas monitoradas aos estandes que promovem atividades específicas para o público infanto-juvenil. Outra área é a Biblioteca Viva, onde as crianças e adolescentes poderão conhecer um pouco da história da comunicação humana, passando pelos gestos, a linguagem falada e a escrita“.

Ou seja, terá atividades para todos os gostos, idades e mais importante, personalidades, podendo cativar desde os leitores mais introspectivos como os mais expansivos e comunicativos, promovendo desenvolvimento e melhora intelectual para todos! E mais criatividade, claro…

OBS: Sa, aguardo suas novidades e impressões dessa edição da Bienal, sei que vc irá. Enzo e Giorgio, me contem quem virão, autores e hitórias… podem ser desenhos. Bjs da madrinha

Serviço:

20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
14 a 24 de agosto, das 10h as 22h
Pavilhão de Exposições do Anhembi
Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana
Informações: 11 2226-0400

Entrada
Adultos: R$ 10
Estudantes (com apresentação de carteirinha) e aposentados: R$ 5
Crianças até 12 anos, adultos acima de 65 anos e pessoas com deficiência física: grátuito
Professores em exercício, autores, bibliotecários e profissionais do livro (com comprovação): gratuito

12
Ago
08

Virose à vista

Recebi a newsletter da Crescer por e-mail agorinha e colo abaixo o texto, exatamente como veio. Achei perfeito porque na semana passada os filhos de amigos nossos aqui do Rio, de idade entre 1 e 2 anos e meio, estiveram com VIROSES… e este tema sempre chama-nos atenção porque por enquanto o nosso pequeno não frequenta creches nem escolinha e por ora, está imune, sem ter sido ainda refém das benditas viroses… aliás, espero que continue assim, fortinho e saudável, sem problema nenhum por muiiiiiiito tempo!

Virose à vista

Este é o diagnóstico que você mais vai ouvir do pediatra, principalmente se o seu filho freqüenta um berçário. Ao escutar essa frase, a primeira sensação é de desconfiança. Afinal, por que os médicos quase nunca sabem o nome do vírus e os medicamentos específicos a serem administrados? Porque é assim mesmo. Apesar da dúvida que causa nos pais, sintomas como mal-estar, febre, dor no corpo, vômito, coriza e diarréia estão freqüentemente associados à chamada infecção viral.
É mais comum em crianças a partir dos 6 meses – tempo médio de amamentação da maioria das mulheres – e duram de três a oito dias. Há dois tipos de virose: respiratória e intestinal. A primeira é comum no inverno, quando os ambientes fechados favorecem a circulação dos vírus. Já as viroses intestinais, caracterizadas pela diarréia, são transmitidas pela água e, por isso, são mais freqüentes no calor.
Apesar de algumas doenças provocadas por vírus contarem com vacinas, não existe propriamente cura para a maioria delas. A única solução é suavizar o desconforto e esperar que o organismo se recupere gradativamente. Repouso, hidratação, antitérmicos e, em casos de infecções respiratórias, manter limpo o nariz da criança, bastam num primeiro momento. Identificar o nome do vírus causador da doença em geral não influi no tratamento, pois da próxima vez que contraí-lo o organismo da criança estará imune.




 

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