Há uns 2 ou 3 meses, logo que retornei ao Rio após minha estada em Curitiba com o CJ pequenino, a Bárbara, uma amiga nossa mãe de um garotão de 1 ano e 4 meses, me disse que haveria uma fase em que o “bebê” buscaria pela presença da mãe o tempo todo, chorando quando a perdesse de vista, reclamando, querendo colo ou a companhia e que até para ir ao banheiro teríamos que “correr” e ainda assim, escutar o choro do filho, apenas porque sumimos do campo de visão dele, nada de machucados, medo, dor, somente porque a gente sumiu! Pensei nisso durante um tempão e por vezes achei que tínhamos entrado nessa fase, mas nessas outras vezes me enganei… No entanto, isso chegou agora beirando o oitavo mês.
Para aliviar a frustração e o medo de “perder” a mãe de vista, a Bárbara me recomendou brincar de “sumiu! Achou!” aquela brincadeira básica que todo mundo conhece, seja tampando o rosto com as mãos ou se escondendo da criança porta adentro, porta afora… achei a dica bárbara, com o perdão do trocadilho. E me ocorreu que meu sogro, muitas vezes, faz isso. Ele, talvez instintivamente ou talvez pela experiência de ter criado 3 filhos e adorar crianças, faz isso com nosso pequeno. Ele faz repetidamente a brincadeira, assim como o aceno de mão dando tchau (que não é o tema aqui, mas que ele anseia em ensinar para o CJ o quanto antes). Para confirmar que todos estão certos e me estimular mais ainda a exercitar o “sumiu/achou”, acreditam que li no livro Como estimular a inteligência do seu filho – um guia prático para dar a seu filho o melhor começo na vida (um apanhado de ensinamentos da Seleções) comentário exatamente sobre essa brincadeira:
“Achou!”
“A brincadeira de esconder é muito importante para o desenvolvimento da criança. É uma ferramenta exploratória para crianças na fase pré-verbal aprenderem como as coisas podem aparentemente desaparecer e depois reaparecer. A brincadeira também as ajuda a entrar em contato com a idéia da constância dos objetos – se a pessoa não consegue ver um objeto ou uma pessoa não significa que eles não existam. Numa pesquisa, 64% dos pais afirmaram que a brincadeira de se esconder, aparecer e dizer ”achou!” era a forma mais eficiente de fazer seus filhos rirem. Essa é mais uma prova de que os bebês são predispostos a brincadeiras e à interação social”. (pg. 109)














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