Aproveitando que falei há pouco (no post anterior) sobre repudiar pedófilos e apoiar campanhas a favor de sua discriminação e punição, não posso deixar de falar também sobre outro evento… sim, evento… não uma campanha visual, mas um evento que deve reunir profissionais de diversos setores da sociedade civil organizada, formações e origens distintas, para abordar um mesmo problema: o abuso sexual de crianças e adolescentes.
Tenho acompanhado através de chamadas nos intervalos comerciais do canal Rede Globo (muito provavelmente deve estar sendo divulgado em outros, mas não vi) a divulgação do III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que será realizado no Rio de Janeiro, nos próximos dias 25 a 28 de novembro (agora). A organização do evento espera a participação de mais de 3 mil pessoas, dos cinco continentes para tratar desse que é um “grave” problema mundial.
O tema de abertura do Congresso será Garantia de Direitos da Criança e do Adolescentee a sua Proteção contra a Exploração Sexual – Por uma Visão Sistêmica. Durante os três dias de encontro, serão realizadas oficinas, espaço de diálogo e cinco painéis – Formas de exploração Sexual Comercial e seus novos cenários; Marco Legal e Responsabilização; Políticas Intersetoriais Integradas; Iniciativas de Responsabilidade Social; e Estratégias de Cooperação Internacional. Além de ser articulador e produtor de conhecimento, o evento produzirá recomendações importantes de que forma os países irão enfrentar a exploração sexual de crianças e adolescentes.
A escolha do Brasil para sediar o evento demonstra o reconhecimento internacional dos avanços das estratégias adotadas no país e que se constituem, hoje, referência não apenas no âmbito do Mercosul, como na cooperação Ibero-Americana. O 1º Congresso aconteceu em Estocolmo, na Suécia, em 1996 e o 2º foi em 2001, em Yokohama, no Japão, onde o Brasil apresentou os resultados dos acordos estabelecidos no 1º Congresso Mundial e das ações desenvolvidas de forma articulada entre a sociedade civil e o poder público.
O Congresso é organizado pelo governo brasileiro (coordenado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos com a parceria dos Ministérios do Turismo, do Desenvolvimento Social e do Combate a Fome e das Relações Exteriores), pela Articulação Internacional contra Prostituição, Pornografia e Tráfico de Crianças e Adolescentes (Ecpat), Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e pela rede internacional de organizações não-governamentais, NGO.












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