“Grávida deprimida sente muita culpa. Afinal, todos esperam que ela esteja pulando de alegria”
Querem frase mais perfeita?! Esse é o subtítulo de uma das reportagens que eu li na Crescer a respeito desse tema. Me recordo que quando estava grávida, um dia preocupada com o peso ganho, lá pelo sexto mês, eu perguntei ao meu médico se podia estar com depressão porque estava triste com o peso e com pouca vontade de sair de casa, passear, ir a praia. Ele me respondeu com tanta calma e convicção “que não seria” que me senti até encabulada de ter perguntado. Mas, afinal, se não tivermos liberdade de falar o que pensamos e perguntar o que temos vontade de saber aos nossos médicos e maridos (estes tem que participar de tudo), ora, algum coisa tem de muito errado!
Mas, enfim, colo o texto/reportagem da Revista Crescer, na íntegra, logo abaixo e negritarei o que achei mais importante, que me chamou a atenção e creio, vale a pena ser refletido por ourtas pessoas tb. Boa leitura. (obs: foto da mesma fonte)
A gravidez é um momento muito especial na vida da mulher sob todos os pontos de vista: emocionais, biológicos, sociais. A mudança de hormônios e as expectativas com a gestação podem causar as famosas flutuações de humor. A mulher pode ter crises de choro e ficar com a sensibilidade à flor da pele. Isso tudo é normal, comum e não deve ser motivo de preocupação. Algumas mulheres, porém, podem ser mais sensíveis que o normal a essas alterações, e isso pode levar a um caso de depressão.
Antigamente, acreditava-se que a gravidez fosse uma espécie de proteção natural contra a depressão. ‘Alguns obstetras ainda acham que a gravidez é um período só de bem-estar’, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr. Ainda não se sabe exatamente o que causa a depressão na gestação, mas alguns fatores indicam mais chances de a grávida ter o distúrbio.
Mulheres com histórico anterior de depressão, por exemplo, têm mais chances de desenvolver a doença durante a gravidez. Além disso, problemas no casamento, condições socioeconômicas baixas e passar por experiências traumáticas no período também contribuem para a doença. Se a gravidez for indesejada, a chance também aumenta, assim como se houver predisposição genética, ou seja, casos de depressão na família. Mesmo assim, é possível que mulheres que estejam bem, sem qualquer um desses problemas, também desenvolvam a doença.
Tudo cinza
Quando a depressão se instala, a mulher apresenta problemas para se alimentar e para dormir. Ou come demais ou não come nada, ou tem sonolência excessiva ou insônia. A libido diminui, a energia também. A paciente perde o prazer pelas atividades cotidianas, de que normalmente gostava. Pode ter sentimentos de culpa ou pânico, e até mesmo pensamentos suicidas. Curiosamente, as mulheres que ficam deprimidas durante a gravidez pensam em suicídio como em outros períodos da vida, mas o índice de tentativas é bem menor que em qualquer outra época. Nesse caso, a gravidez funciona, sim, como uma espécie de proteção.
Ela se sente culpada, claro. Todos esperam que esteja imensamente feliz, em êxtase. Por isso, muitas gestantes silenciam, e não contam aos médicos ou familiares que estão se sentindo tristes, infelizes. Isso leva a um subdiagnóstico nessa fase. O risco de não se tratar a doença é enorme. Gestantes com depressão tendem a não seguir corretamente as orientações do pré-natal. Não se alimentam nem dormem bem, têm mais chance de fumar e beber.
Afora os riscos causados pelos sintomas, a depressão por si só pode alterar o desenvolvimento do bebê. Ele tem mais chances de nascer prematuro e com baixo peso. Além disso, gestantes com ansiedade ou depressão têm mais chances de ter bebês que terão problemas de sono por volta dos 18 meses, pesquisas realizadas com animais sugerem que pode haver danos na formação de estruturas do sistema nervoso central e até morte de neurônios. ‘Ainda não sabemos por que isso ocorre, mas tem a ver com mudanças hormonais, que podem causar alterações no fluxo sangüíneo para o útero’, diz o especialista. Diante dos riscos, fica claro que é importante detectar e tratar a doença.
Uma coisa é certa, futura mãe que me lê, eu juro que se você conseguir vencer essa etapa de aflições, esse momento difícil pra você e consequentemente para o bebê, com tratamento médico adequado ou apenas com muita força de vontade, em breve você e seu bebezinho, sua família, estarão curtindo momentos maravilhosos, ternos, de muito carinho, cumplicidade, alegrias… e mesmo com a a tb breve chegada de madrugadas insone, curtos cochilos, muito cançaso e correria, tudo valerá a pena diante do sorriso de seu filho, do olhar doce e puro dessa criança é que fruto de você e da pessoa que você ama, que escolheu para seu par.
Prometo que os próximos dias serão melhores porque exatamente a partir do momento que seu bebê chegar ao mundo exterior, você nunca mais estará sozinha, Deus terá lhe concedido a bênção que é ser mãe e você terá chance de vivenciar tantas experiências boas, diferentes e novas que nem se lembrará dos dias ruins, sem disposição, tristes e cinzentos pelo qual passou! Boa sorte!
Comentários