Arquivo para Novembro 21st, 2008

21
Nov
08

brincando com seu filho X brinquedos favoritos

Na quarta-feira passada, fiquei sabendo através do blog Acontece aqui (da Renata), uma amiga virtual, que o portal Desabafo de Mãe está realizando mais uma promoção (concurso cultural como elas dizem) com a finalidade de identificar detalhes comportamentais sobre a relação de pais e filhos.

Com a pergunta “Vocë brinca com seu filho?” o tema foi proposto numa parceria do Desabafo com outros blogs e suas autoras, Renata, Luana Menezes, Lu Ivanike, Ana Laura, Simone Miletic, Graziela e Ana Cláudia. Admito que não conheço o blog de todas, mas creio que sairão boas perguntas e respostas inusitadas para o tema. Vou acompanhar.

Ceila Santos, editora e sócia do Desabafo, foi quem propôs a “brincadeira” (que vai até dia 11 de dezembro) e ela explica como participar:

A brincadeira começa agora e a regra é simples: basta conversar com os sete blogs citados, que estão promovendo o concurso “Você brinca com seu filho” e ainda escrever um desabafo aqui no site, respondendo a pergunta acima a partir da sua experiência. Afinal, qual é a brincadeira que você realmente adoraaaaaaaaa compartilhar com seu filho?

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Estou pensando nas nossas brincadeiras e volto mais tarde para contar como estamos aqui em casa!

21
Nov
08

Depressão na gravidez III

Para encerrar esses posts referntes a depressão na gravidez, transcrevo abaixo mais uma reportagem a respeito. 

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Muitas vezes, o primeiro a notar a presença da doença na grávida é o ginecologista. ‘A família costuma confundir os sintomas com as flutuações normais de humor’, diz a ginecologista Sue Yazak Sun. Por isso, a relação com o obstetra é muito importante para a detecção do distúrbio. ‘A mulher deve confiar em seu médico, deve se sentir à vontade para dizer a ele como está se sentindo’, diz o psiquiatra Eduardo Navajas Jr. O ginecologista, então, encaminha a paciente a um psicólogo ou psiquiatra, que vai analisar se existe ou não distúrbio e qual o tratamento adequado. 

Nos casos mais leves, a psicoterapia ajuda bastante, diz Navajas. ‘Os benefícios são inúmeros’, diz ele. Em algumas situações, porém, será preciso entrar com medicação. E é aí que muitas mulheres ficam com medo de o remédio prejudicar o bebê. A questão a ser pesada, sempre, é o risco-benefício. Se a depressão for muito grave, o melhor é tomar o medicamento. Se não for, melhor evitar. 
Mulheres que tomam antidepressivos não devem, nunca, parar por conta própria sem falar com o médico. ‘Muitas ficam com medo de que o remédio prejudique o bebê e param de tomar quando engravidam’, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr. Pesquisa realizada em Harvard em 2004 mostra que 75% das mulheres que pararam de tomar antidepressivos quando engravidaram tiveram episódios da doença durante a gravidez. Ou seja: se existe um problema, é melhor que esteja sob controle. 

Se não for tratada, a depressão na gravidez pode levar a episódios depressivos no pós-parto. ‘O cansaço de cuidar do bebê, a insegurança, a mudança da dinâmica familiar, tudo contribui para que os sintomas piorem no puerpério’, diz Sue Yazak. Por isso, nessa hora, é melhor mesmo procurar ajuda. E não apenas a dos médicos. Conversar com amigos, dividir tarefas, descansar e reduzir a carga de trabalho diminuem o estresse sobre a mulher e ajudam a melhorar os sintomas. E, principalmente, tentar se livrar da culpa. A pressão para que tudo saia perfeito é grande, a idealização também. Ninguém agüenta um peso desses. Por isso, é melhor depositar a carga no chão e ficar mais leve, mais sossegada. Por você e por seu bebê.

21
Nov
08

Depressão na gravidez II

01439529300“Grávida deprimida sente muita culpa. Afinal, todos esperam que ela esteja pulando de alegria”

Querem frase mais perfeita?! Esse é o subtítulo de uma das reportagens que eu li na Crescer a respeito desse tema. Me recordo que quando estava grávida, um dia preocupada com o peso ganho, lá pelo sexto mês, eu perguntei ao meu médico se podia estar com depressão porque estava triste com o peso e com pouca vontade de sair de casa, passear, ir a praia. Ele me respondeu com tanta calma e convicção “que não seria” que me senti até encabulada de ter perguntado. Mas, afinal, se não tivermos liberdade de falar o que pensamos e perguntar o que temos vontade de saber aos nossos médicos e maridos (estes tem que participar de tudo), ora, algum coisa tem de muito errado!

Mas, enfim, colo o texto/reportagem da Revista Crescer, na íntegra, logo abaixo e negritarei o que achei mais importante, que me chamou a atenção e creio, vale a pena ser refletido por ourtas pessoas tb. Boa leitura. (obs: foto da mesma fonte)

A gravidez é um momento muito especial na vida da mulher sob todos os pontos de vista: emocionais, biológicos, sociais. A mudança de hormônios e as expectativas com a gestação podem causar as famosas flutuações de humor. A mulher pode ter crises de choro e ficar com a sensibilidade à flor da pele. Isso tudo é normal, comum e não deve ser motivo de preocupação. Algumas mulheres, porém, podem ser mais sensíveis que o normal a essas alterações, e isso pode levar a um caso de depressão. 

Antigamente, acreditava-se que a gravidez fosse uma espécie de proteção natural contra a depressão. ‘Alguns obstetras ainda acham que a gravidez é um período só de bem-estar’, diz o psiquiatra Joel Rennó Jr. Ainda não se sabe exatamente o que causa a depressão na gestação, mas alguns fatores indicam mais chances de a grávida ter o distúrbio. 

Mulheres com histórico anterior de depressão, por exemplo, têm mais chances de desenvolver a doença durante a gravidez. Além disso, problemas no casamento, condições socioeconômicas baixas e passar por experiências traumáticas no período também contribuem para a doença. Se a gravidez for indesejada, a chance também aumenta, assim como se houver predisposição genética, ou seja, casos de depressão na família. Mesmo assim, é possível que mulheres que estejam bem, sem qualquer um desses problemas, também desenvolvam a doença. 

Tudo cinza 
Quando a depressão se instala, a mulher apresenta problemas para se alimentar e para dormir. Ou come demais ou não come nada, ou tem sonolência excessiva ou insônia. A libido diminui, a energia também. A paciente perde o prazer pelas atividades cotidianas, de que normalmente gostava. Pode ter sentimentos de culpa ou pânico, e até mesmo pensamentos suicidas. Curiosamente, as mulheres que ficam deprimidas durante a gravidez pensam em suicídio como em outros períodos da vida, mas o índice de tentativas é bem menor que em qualquer outra época. Nesse caso, a gravidez funciona, sim, como uma espécie de proteção. 

Ela se sente culpada, claro. Todos esperam que esteja imensamente feliz, em êxtase. Por isso, muitas gestantes silenciam, e não contam aos médicos ou familiares que estão se sentindo tristes, infelizes. Isso leva a um subdiagnóstico nessa fase. O risco de não se tratar a doença é enorme. Gestantes com depressão tendem a não seguir corretamente as orientações do pré-natal. Não se alimentam nem dormem bem, têm mais chance de fumar e beber. 

Afora os riscos causados pelos sintomas, a depressão por si só pode alterar o desenvolvimento do bebê. Ele tem mais chances de nascer prematuro e com baixo peso. Além disso, gestantes com ansiedade ou depressão têm mais chances de ter bebês que terão problemas de sono por volta dos 18 meses, pesquisas realizadas com animais sugerem que pode haver danos na formação de estruturas do sistema nervoso central e até morte de neurônios. ‘Ainda não sabemos por que isso ocorre, mas tem a ver com mudanças hormonais, que podem causar alterações no fluxo sangüíneo para o útero’, diz o especialista. Diante dos riscos, fica claro que é importante detectar e tratar a doença.

Uma coisa é certa, futura mãe que me lê, eu juro que se você conseguir vencer essa etapa de aflições, esse momento difícil pra você e consequentemente para o bebê, com tratamento médico adequado ou apenas com muita força de vontade, em breve você e seu bebezinho, sua família, estarão curtindo momentos maravilhosos, ternos, de muito carinho, cumplicidade, alegrias… e mesmo com a a tb breve chegada de madrugadas insone, curtos cochilos, muito cançaso e correria, tudo valerá a pena diante do sorriso de seu filho, do olhar doce e puro dessa criança é que fruto de você e da pessoa que você ama, que escolheu para seu par.

Prometo que os próximos dias serão melhores porque exatamente a partir do momento que seu bebê chegar ao mundo exterior, você nunca mais estará sozinha, Deus terá lhe concedido a bênção que é ser mãe e você terá chance de vivenciar tantas experiências boas, diferentes e novas que nem se lembrará dos dias ruins, sem disposição, tristes e cinzentos pelo qual passou! Boa sorte!


21
Nov
08

Depressão na gravidez I

Nos últimos dias estive pensando na minha gravidez… que teve mudanças, viagens, reforma nos vizinhos (= barulho), marido viajando para o exterior, muitos enjôos, azia, descolamento na placenta, repousos obrigatórios, exercícios físicos proibidos, muito inchaço entre outras coisas… como se isso fosse pouco. Mas, enfim, foram longos nove meses de muita expectativa em que experimentei todas as sensações possíveis, desde a angústia por estar longe de meu marido (a pior), a dúvida sobre o tipo de mãe que seria, a emoção de estar conceber e estar gerando uma nova vida, as curiosidades sobre cada sintoma, os incômodos e aflição para que passassem, a vontade de estar no meu cantinho tranquila e independente e ao mesmo tempo próxima à família e paparicada. Foi um verdadeiro turbilhão de sensações e a expectativa foi realmente enorme, especialmente após cada ultrassonografia (e fiz mais que a maioria dos pré-natais exigem) quando víamos o bebê se formando, aumentando de tamanho, quando podíamos identificar mais detalhes de seu corpinho, imaginando como seria seu rosto, personalidade, etc. Na época lembro que rezava para meu filho nascer logo e jurava a todos que nunca sentiria falta da barriga, como 8 entre cada 10 mulheres que falavam comigo na rua, diziam que iria acontecer. Enfim… chegou meu meninão maravilhoso, a atual razão de minha existência nessa vida e eis que agora, mesmo ainda não sentindo falta do barrigão, muitas vezes me ponho a pensar em como seria outra gestação, mais tranquila, espero e se tudo sair como planejado, só daqui a uns 4 anos. Percebi que tenho pensado muito nisso porque tenho várias amigas e conhecidas que acabaram de ser mães e outras ainda gestantes… motivada pelo problema de uma delas é que resolvi escrever esse post.

Essa minha amiga está com depressão na gravidez. Não aquela depressãozinha que muitas de nós, mães, chegam a ter, em pequenina proporção, em função do receio do parto, ansiedade sobre a amamentação bem sucedida ou da “preparo ideal” para ser mãe, sentimentos de dúvida e preocupação que vem e vão até o bebê nascer… ela estava com depressão antes de engravidar e agora, parece que piorou. Quem está de fora, às vezes consegue até enxergar o problema antes de sua vítima, mas como fazer para ajudar? Até onde podemos nos intrometer para contribuir para a melhora de sua saúde? E se algum parente próximo da pessoa veio até nós? Nào sei bem como tratar a questão e com receio de estar invadindo a privacidade dessa amiga, mas muito preocupada com a saúde do bebê, com a felicidade que ela deveria estar tendo nesse momento, resolvi pesquisar sobre o tema e ir soltando pitacos sobre o assunto na esperança que ela venha a me ler e se identifique, assim não cito nomes e nem preciso ser invasiva. Tomara que dê certo e de repente até, ajude outras mulheres.

Assim, para este post não ficar longo demais, escreverei outros – em seguida – com o mesmo tema, com fins de conhecimento/informação. Abraços.




 

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