Na semana passada eu li no blog Acontece Aqui um post da Renata que trazia a pergunta “qual o brinquedo favorito de seu filho?” e comentei aqui no blog da Ti. Essa pergunta faz parte de uma série de “debates” sobre o tema “Você brinca com seu filho” proposto pelo site Desabafo de Mãe em moldes de concurso cultural. Eu já fiz o link e expliquei como está funcionando, mas não tinha tido tempo de sentar econtar como brincamos aqui em casa. Faço isso agora e aproveito para dizer que há mais sobre no blog do Desabafo.
Parei e pensei por alguns dias sobre esse assunto. Olhei, olhei para meu filho de 10 meses e lembrei do assunto por diversas vezes entre uma brincadeira nossa e outra. Confesso que cheguei a lembrar muito também das brincadeiras que fazia com meus irmãos quando pequena e em como nossos pais brincavam pouco conosco por trabalharem fora… pais tão dedicados e maravilhosos, mas que ficavam a maior parte do dia em seus trabalhos, depois no trânsito, em atividades relacionadas à profissão e como a maioria dos pais da classe média em cidades grandes, acabavam – mesmo contra sua vontade – perdendo a chance de ter mais horas de lazer com seus filhos.
No meu caso, cheguei a conclusão de que só brincamos. Será possível uma coisa dessas?! O Cj por enquanto não frequenta creches, ele fica comigo, pois eu abri mão de trabalhar até que ele tenha alguma auto-suficiência (como andar e falar bem) para se defender no mundo exterior. Sei que isso é um assunto que dá “pano pra manga”, posso até fazer um outro post sobre o tema, mais tarde. Mas, enfim, como ele fica comigo as 24horas do dia, boa parte de nossas horas acabam sendo de brincadeiras.
Se a pergunta do concurso cultural fosse: o que você mais gosta de fazer na companhia de seu filho? minha resposta seria simples: gosto de observá-lo. Olhar cada detalhe de seu corpo, seus gestos, a forma como explora a casa, como se conhece, as carinhas de sono, choro, comilão, ouvir sua linguagem de bebê, suas risadas, sentir seu amor, sua pureza. Quando eu o observo, penso em como tive sorte e como fui abençoada por ter a chance de ser mãe, ter gerado uma vida e ainda por cima, ser a mãe desse menino lindo, perfeito, precioso, saudável, simpático, fácil de ser amado e bem quisto. Penso, penso, rezo, agradeço, observo, sorrio e assim passo meus dias acompanhando o desenvolvimento desse garotinho…
Mas, como a pergunta é: você brinca com seu filho? ponho-me a relatar que sim. Brincamos de engatinhar juntos pela casa (o que deixa meus joelhos muitas vezes roxos, mas é muito legal); empilhar brinquedos de borracha até a torre cair; de sumiu/achou; de fantasminha sumiu/achou quando jogamos um lençol sobre nós e ficamos chamando, fazendo barulho até o CJ vir nos salvar, o que ele faz com muita satisfação; brincamos de trem, sendo o túnel as pernas ou braços da mãe; de carrinho, caminhão, de empurrar a motoca, de pular no sofá ouvindo música; fazer estalinho com a língua para chamar a atenção de quem estiver ao redor (a gente dele e ele de nós); jogar pra cima; fazer bagunça na areia quando vamos a praia; espirrar água com bichinhos de borracha ou esponjinhas, no banho; pôr e tirar brinquedos do cesto, das gavetas (o que eu chamo de fazendo compras)… Puxa, pensando bem, brincamos de tudo, com qualquer coisa, à toda hora.
Agora, com certeza, as três brincadeiras favoritas são:
- dançar no colo dos pais, abraçado, ouvindo boa música, desde infantil até rock’n roll;
- fazer cócegas deitados na cama e rir sem parar, mesmo que seja um do outro quando as cócegas já acabaram e ainda;
- fazer aviãozinho (Cj deitado nas pernas dobradas da mamãe, de braços abertos) enquanto a mamãe canta nossas músicas inventadas… as melhores músicas, àquelas que a mamãe faz de improviso e que fazem o pequeno sorrir e rir generosamente fazendo a alegria até dos vizinhos, que recebem o som das gargalhadas via frestas das janelas e portas do prédio…
Também lemos juntos. A mamãe lê e o CJ aponta as figuras, aí a mamãe faz o som dos animais, se os forem ou inventa nomes para as pessoas, quando não nominadas na história. Em outras vezes a mamãe lê e o CJ só olha, curioso, às vezes parecendo distraido, talvez imaginando sua própria versão da historinha e noutras, ele traz o livro, mas não quer que leiamos, quer morder as beiradas e ficar virando as pásginas sozinho, sentado ao lado de um dos pais.
Como vêem acho que não temos brincadeira favorita e julgo a leitura se encaixar na parte educacional, não nas brincadeiras, mas de um modo ou de outro, acho que fazemos certo, ocupamos nosso dia nos dividindo entre as descobertas e as atividades de rotina como comer, banhar-se, dormir, passear…
Sorte. Que todos os pais e mães tenham a consciência de quão importante é brincar com seus filhos. Oferecer a eles mais do que o sustento, proteção e instrução. Brincar também é ensinar a amar. E com certeza nos divertimos tanto quanto eles.












1 Resposta para “Concurso Cultural Desabafo de Mãe”