Quando tudo se perdeu, só resta a esperança!
Há mais de duas semanas as chuvas não dão trégua em muitas regiões do país, especialmente sul e sudeste. Dias atrás, ainda na semana passada, todos devem ter se comovido com os estragos provocados por enchentes ocorridas em Belo Horizonte, Vitória (ES) e em São Paulo capital, onde houve caso dígno de ficção, em que motorista de van foi sugado pela correnteza e passou por 60 metros de tubulação de esgoto, abaixo da marginal Pinheiros, até sair no rio de mesmo nome enquanto seu ajudante era socorrido por pessoas que passavam no local. Enfim, histórias das mais diversas são contadas quanto o cenário principal são chuvas, enchentes e decorrentes problemas urbanos, especialmente no trânsito. Eu mesma, na terça-feira passada, recebi telefonema de uma amiga aqui do Rio, dizendo estar “refugiada” num prédio comercial após ter sido surpreendida por uma forte chuva, na zona sul do Rio, que em menos de 40 minutos (dados da imprensa) alagou grande parte da cidade.
A gente se assusta com acidentes de carros, quedas de árvores, buracos se abrindo nas ruas, encostas deslizando… e ainda assim, por vezes achamos graça quando ouvimos relatos de pessoas correndo pelas calçadas alagadas junto a filas de ratos buscando abrigo igualmente. Desde as primeiras cenas de perigo e tristeza, quando vemos ou antevemos que haverão perdas materiais, naturalmente o ser humano começa a se comover. É o momento em que, assistindo aos noticiários de tv a gente se imagina naquela situação, olha para a pessoa ao lado e diz “já pensou? que horror / ou / que tristeza. Imagine se fosse conosco?” E não sendo conosco, já que a gente continua seguro e protegido em nossas casas, com comida farta, comodidades como televisão, geladeira, fogão, cama quentinha e roupas limpas, a gente “deixa passar mais essa notícia” de sofrimento, de perda, de dor, de prejuízo material vividos por pessoas que a gente nem conhece. Dá vontade de ajudar? Dá, claro. Mas isso pode dar muito trabalho também, não sabemos como e o nosso dia-a-dia já é tão corrido, melhor deixar para a próxima.
Que vergonha, hein? Mas eu sou a pessoa que faz isso, assim como você! A gente se solidariza com quem está sofrendo, comenta com familiares e colegas de trabalho, torce para que as pessoas consigam se recuperar, se reerguer, mas à distância de nós, independe se isso vai ocorrer de verdade ou não, pois nunca mais veremos aqueles que deram entrevista para o jornal noticioso. Em geral, somos abatidos por uma onde de solidariedade, quando o caos e o sofrimento estão mais distantes até, como quando cidades são assoladas por terremotos e/ou maremotos, tsunamis em países da África e Ásia especialmente. Quem não se sentiu mal ao ver as cenas de milhares de chineses revirando terra e entulhos atrás de seus mortos e possíveis sobreviventes no começo deste ano de 2008? Nos terremotos desse ano, mais de 10 mil chineses morreram. Vamos mais longe, quem não se espantou com a força da movimentação das placas tectônicas que causou o tsunami na Indonésia em 2006? Já faz algum tempo, mas morreram mais de 300 pessoas e 52.700 aproximadamente ficaram desabrigadas, perdendo tudo.
Pois é… que post mais horrível de se ler! Por que falar de tanta desgraça? Porque se auto-acusar e de quebra ainda indicar que as pessoas leiam isso… Porque gostaria de pedir a atenção de todos para o caos instalado em muitas cidades de Santa Catarina. Nesse caso, a notícia não pode entrar por um ouvido e sair pelo outro, não dá para fecharmos nossos olhos, porque está acontecendo com pessoas que conhecemos, potencialmente em cidades que já visitamos e mais, poderia de fato estar ocorrendo em outras localidades brasileiras. Dessa vez o perigo é mais próximo.
Esse estado pequeno, mas tão rico, com tanta cultura proveniente de seus colonizadores, de tantas praias belas e festas típicas… Gente, as pessoas estão sofrendo realmente em SC e cabe a cada um de nós, cidadãos, fazer alguma coisa para ajudar.
Se vocês ainda não se comoveram nem deram conta dos estragos, olhem outras imagens aqui. Também há um mapa, que mostra como está a situação.
Hoje, os principais veículos de comunicação na mídia impresa, televisiva e on line estão alertando para a preferência por doações financeiras, mais fáceis de serem “trabalhadas” e entregues, já que muitas das cidades atingidas ainda estão isoladas, por estradas bloqueadas pelos desabamentos de encostas.
Contas abertas por bancos em nome do Fundo Estadual da Defesa Civil, de Santa Catarina, já receberam mais de R$ 1,2 milhão em doações até a noite de quarta-feira (26). Mas é necessário prestar atenção no momento de doar dinheiro. A Defesa Civil de Santa Catarina alerta a população para tomar cuidado com falsas mensagens de ajuda, enviadas por e-mail, divulgando números de contas bancárias para depósitos de doações. De acordo com os técnicos da Defesa Civil catarinense, o órgão não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio aos desabrigados. Alerta do site de notícias G1
Veja as contas para doações:
Caixa Econômica Federal: Agência 1277, operação 006, conta 80.000-8
Banco do Brasil: Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
Besc: Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.
Bradesco S/A: 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1.
O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual da Defesa Civil e o CNPJ, 04.426.883/0001-57
A situação, segundo as notícias de internet, até o momento são as seguintes:
Segundo a Defesa Civil, desde o fim de semana, foram registradas 97 mortes no estado, em conseqüência das fortes chuvas. Pelo menos 19 pessoas estão desaparecidas. Mais de 78 mil tiveram de deixar suas casas. Até a noite de quarta-feira, seis municípios permaneciam isolados (São Bonifácio, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Itapoá e Benedito Novo). O governo federal liberou R$ 1,6 bilhão para áreas atingidas por calamidades. Santa Catarina ficará com R$ 679 milhões, e mais R$ 370 milhões em títulos públicos.
Vamos todos fazer alguma coisa para ajudar. Se você entende que o dinheiro doado pode não chegar aos bolsos de quem precisa ou que isso não é o ideal a ser feito, então doe produtos de limpeza, artigos domésticos de cozinha e higiênie, roupas, calçados, colchões, roupas de cama, cobertores e edredons. Comida não perecível também é uma opção, embora a Defesa Civil do estado esteja tendo dificuldades para adminstrar o estocamento e a distribuição, sendo – pasmem – vítimas de saques. Mas, ainda assim, ainda que no meio de tantas pessoas desoladas e em dificuldade extrema, hajam “espíritos de porco, aproveitadores” querendo coibir boas ações a partir de seus gestos mesquinhos e impróprios, faça algo para colaborar. Água potável também é bem vinda. Já pensou? Muitos estão ilhados, rodeados por água, mas suja e contaminada, possivelmente fonte de doenças, mas sem água para beber.
Lembrem que dentre os 78 mil desabrigados até o momento estão sim pessoas com melhores condições de vida, pessoas que possivelmente irão se reerguer, reconstuir ou adquirir nova morada logo que todo esse transtorno acabe, ainda que isso não siginfique segurança para sempre. Mas, alerto, muitas das famílias atingidas não terão condições de se refazer sem a ajuda do próximo. Pessoas que vivem com salário mínimo, que tem necessidades como todos nós, mas que no momento perderam casas, lembranças queridas, todos os pertences, alguns até seus terrenos, tudo se foi e assim, de um minuto para o outro, tudo o que lhes resta é esperança e aguardar por ajuda.
Vamos ajudar. Vamos ser solidários nesse momento. Vamos dar um bom exemplo do que é ser Brasileiro!
Informe-se sobre postos de coleta na Defesa Civil do seu estado.
CEDEC/RS – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Rio Grande do Sul
www.defesacivil.rs.gov.br
Fone: (51) 3210 4219
DEDC/SC – Diretoria Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina
www.defesacivil.sc.gov.br
Fone: (48) 4009 9816
CEDEC/PR – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná
www.pr.gov.br/defesacivil
SEDEC/RJ – Secretaria de Estado da Defesa Civil do Rio de Janeiro
www.defesacivil.rj.gov.br
CEDEC/SP – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de São Paulo
www.defesacivil.sp.gov.br
Fone: (11) 2193-8888
CEDEC/MG – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais
www.defesacivil.mg.gov.br
Fone: (31) 3236-2111
CEDEC/ES – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Espírito Santo
www.defesacivil.es.gov.br
Fone: (27) 3137-4441
SIDEC/DF – Sistema de Defesa Civil do Distrito Federal
www.defesacivil.df.gov.br
CEDEC/MS – Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Mato Grosso do Sul
www.defesacivil.ms.gov.br
Fone: (67) 3318.1078




















Ti,
Realmente sempre pensamos que com a gente isto nunca vai acontecer, ficamos assustados num primeiro momento e temos a iniciativa de ajudar, mas depois de um tempo acabamos esquecendo. Desta vez, no meio de milhares de desconhecidos, estavam colegas de trabalho que moram em Itajaí. Tirando algumas perdas matérias nada de mais aconteceu a eles. Porem, quando a notícia chega de pessoas conhecidas, o susto é maior.
Muito bom o seu post, espero que sensibilize os amigos a ajudar.
Juliano, obrigado pela visita. Realmente a gente só resolve se mexer quando vivenciamos o problema ou ouvimos relatos mais próximos. Vamos divulgar juntos a forma de ajudar quem está precisando e torcer para que as chuvas dêem uma trégua.
Boa sorte aos seus amigos!