Arquivo para a categoria 'Uncategorized'

08
Out
08

Últimas notícias

Nas duas últimas semanas, que nos trouxeram do oitavo mês redondo para 8 meses e meio de vida pós barriga, muitas novidades foram descobertas e vivenciadas aqui em casa. Percebi que foram muitas mesmo porque meu sogro ligou na segunda-feira a noite perguntando sobre o CJ e eu falei, falei um monte e parecia que ainda tinha coisas para contar. Hoje, falei com minha mãe ao telefone, de manhã e a mesma coisa aconteceu… e, não é pra rir, mas em ambos os telefonemas acho que não contei tudo o que CJ anda fazendo, pode?!

Mãe, Stica, segue uma lista, mostrem para a Nica e para o Ditian:

  • semana passada o CJ descobriu que pode abrir as portas do armário da cozinha, ele abre e em seguida, bate com toda a forcinha dele, rindo do barulho que faz. (eu quase morro de medo de os dedos serem expremidos);
  • nesta semana ele aprendeu a abrir as gavetas, tanto da cozinha quanto da cômoda do quartinho dele, onde estão as roupas dobradas. Aliás, ele acha que pode tirar as roupas e jogar no chão… eu olho feio, mas ele ri muito disso. (tb nas gavetas tenho medo que os dedos fiquem expremidos);
  • desde o último final de semana, quando ele espirra, fica esperando a gente dizer: saúde. Enquanto a gente não fala ele fica olhando, nos fitando com os olhos, no aguardo. Quando a gente diz imediatamente, ele ri muito;
  • semana retrasada ele entrou no banheiro, território proibido, ficou em pé apoiado no bidê e conseguiu abrir a torneira vendo a água jorrar… adorou. E eu tive que rir, apesar de não querer que ele acostume, porque ele gritava de alegria e afinal girar a torneira não é feito de qualquer bebê de oito meses, né?!
  • ele está atravessando a estante da sala, apoiado no móvel, com 9 passinhos. Sai de uma extremidade e chega à outra, com passos firmes, de olho nos livros da estante e sem soltar da base. Creio que nesse ritmo daqui uns 3 meses ele já esteja andando;
  • estamos curtindo juntos, papai, mamãe e filhinho ouvir rock’n roll mais do que nunca. Dançamos e cantamos com ele no colo ou enquanto ele pula no sofá, suguro por nossas mãos, ele adora!
  • infelizmente, quando ele consegue invadir o também território proibido da lavanderia, ele vai direto com o boca no ralo, próximo da máquina de lavar. Bem coisa de criança, parece que visualiza o que é proibido de longe, como se tivesse cheiro de coisa de boa de se fazer… ai, eu corro, viu?!
  • agora tb está ficando em pé apoiado nas cadeiras da mesa de jantar e numa vez ou outra, estica bem as mãos e levanta as pontinhas dos pés para alcançar tb o tampo de vidro da mesa… que susto… já estamos cogitando trocar o móvel com medo de que, muito em breve, ele se pendure no vidro e a coisa vire sobre ele!
  • também aprendeu a cuspir, dum jeito que a tia Aurea chama de “fazer caminhão”, pois sai cuspe mas o objetivo é fazer barulho com a boca… perfeito, né!
  • na segunda, agora, vi que mais 4 dentes estão nascendo, 3 superiores e 1 inferior, logo logo serão 8. A única coisa ruim é que o pequeno sofre, pois o rompimento da gengivinha dói, né?! Mas, fora isso, estamos amigos da escovinha de dente macia de bebê, felizes com a pastinha sem flúor e mais, babando como nunca, vocês tem que ver!
  • ontem papai pegou o RG do pequeno, que ficou pronto, depois daquela longa história. Agora nosso menino está 100% documentado, já que o CPF tinha chegado pelo Correio dias atrás. E mais, semana passada, fizemos um plano de previdência pra ele no BB. Pessoalmente conto melhor… 
  • e outras novidades que não são do CJ, mas que nos deixaram felizes, é que o casal Rigoti já cogita ter filhos em breve, andam falando (muito por sinal) sobre filhos e no sábado a Ve disse que pode ser encomendado para quando ela fizer 30, ou seja, daqui um ano e meio… já pensaram se for menina? Fatalmente será namorada do CJ, hehehe.
  • outros amigos com novidades são o Fábio e a Ana, aí de Curitiba, eles estão esperando o primeiro rebento, o segundo bebê da Galera Arel. Estávamos ansiosos para saber o sexo e na quarta passada descobrimos, é um menino. Então, o mais novo amigo do CJ chama Rafael e está previsto para março de 2009. Parece que definitivamente estamos todos numa fase família.
Era isso… conforme as notícias forem surgindo vou avisando. Era para falar tudo por telefone, mas como a gente vive com saudades, no telefone deixamos algumas prioridades falarem mais alto e as vezes pela emoção a gente esquece de contar essas coisas. Um beijo. Ti
07
Set
08

Mercado São Pedro

Sábado de muito sol, parentes nos visitando, nada melhor…

Ontem recebemos meus sogros com o coração apertado de saudades de toda a família e, saindo do aeroporto, fomos direto para um almoço no Mercado São Pedro, o tradicional mercado de peixes e frutos do mar de Niterói. Fundado há 35 anos, se localiza na Ponta D’areia e conta com 39 boxes de vendas de produtos frescos com preços variados. O cheiro é aquele mesmo… de peixe… cheiro forte, piso sujo, molhado, com aspecto ruim… mas os preços, ao menos ontem, pareciam muito bons, a variedade de produtos grande e a cor dos peixes a mais linda possível. O local estava cheio, muiiiito cheio… conseguimos a última mesa aparentemente disponível e pudemos comer bem.

Aos frequentadores mais acostumados com o local, perguntamos o melhor horário e melhores dias… ao que tudo indica o bom é ir de final de semana mesmo, mas chegar lá por 11horas para comprar os produtos frescos (leia-se: lula, polvo, camarão, filezinhos de peixes, hum…) subir (no segundo andar ficam os botecos) e pedir para a “cozinheira” preparar seus quitutes… almoçar lá por meio dia e às 13/14horas quando começa a encher, aí sair fora… O melhor?! Neste caso, paga-se mais ou menos 5,00 para preparar cada porção escolhida.

Dessa vez, como éramos novatos, compramos só o camarão, mas nas próximas… já estamos até nos programando para ir de novo. Aos desavidos e frescos como eu, para não haver sustos, é bom frisar que o público não é muito selecionado, tem cariocas de todos os níveis, educação e hábitos, mas o ambiente é o mais alegre possível e comer bem sempre vale a pena. 


Serviço: O Mercado de Peixes São Pedro fica na Rua Visconde do Rio Branco, 55, Ponta D’Areia, Tel. 21 2620-3446. Funcionamento: de terça-feira a sábado, das 6 às 18 horas, e aos domingos, das 6 ao meio-dia. Tem estacionamento em frente, baratinho 2,00.

29
Ago
08

bebês poliglotas

Seu bebê pode entender inglês melhor que você? Esta é a chamada de matéria da Revista Epoca desta semana. “Segundo pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, os bebês podem, já nos primeiros meses de vida, diferenciar idiomas. Isso significa que, devidamente estimulados, eles podem se tornar poliglotas logo cedo“.

Não li a pesquisa sugerida, nem sei se já foi concluída, mas o título me chamou a atenção porque acho sim, muito provável, que as crianças desde cedo possam desenvolver habilidades do cérebro ligadas a fala e processamento de toda e qualquer informação nova, incluindo diferentes idiomas. Meus sobrinhos de quase 6 e 8 anos, desde cedo (ainda bebês) foram apresentados aos objetos, brinquedos, conversas cotidianas com a mensagem (nome, ação, função) em português, inglês e japonês. E hoje eles tem uma enorme facilidade para pronunciar palavras, expressões curtas, cantar e assistir programas de TV em ambas as línguas. É claro que o fundamental foi o incentivo dos pais e o meio onde vivem, mas tudo é bem possível, ainda mais nos tempos de globalização, tv a cabo e internet… Eu me espelho nestes exemplos e em outros semelhantes e já faço com o meu pequeno a mesma coisa… desde os 2 ou 3 meses… talvez ele não saiba exatamente o que significa a palavra, mas com a repetição pode estabelecer sentido entre o que digo e o que isso representa, além de ficar comum à sua audição escutar tais e tais palavras, tanto em português quando inglês ou japonês. Mas, não, eu não exagero, não tenho expectativas que meu bebê saia falando: mamãe/ mother/okaasan… por enquanto repito as cores, nomes de bichos, dou os parabens quando acerta e faz algo bonito, digo palavras carinhosas e canto pra ele… acho que estou no caminho certo!

—- mas, voltando a reportagem:

O que a pesquisadora Eloísa de Oliveira Lima, do Departamento de Neurolingüística da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), quer descobrir é a partir de que idade as crianças são capazes de identificar os fonemas e, por conseqüência, as palavras. Uma das aplicações mais imediatas para a pesquisa é saber desde quando os bebês podem ser estimulados a aprender outros idiomas.

Para investigar a formação da linguagem nos seres humanos, sobretudo nos recém-nascidos, Eloísa vai retomar, em setembro, os experimentos iniciados pelo cientista francês Jacques Mehler, um lingüista ligado à Universidade de Trieste, na Itália. Na década de 90, Mehler criou o “chupetógrafo” (Hã?), um aparelho que liga a chupeta do bebê a um sensor que é capaz de detectar as reações dos bebês em relação a estímulos de linguagem. Segundo a pesquisadora brasileira, quando um bebê recebe um estímulo em uma língua que não seja a sua, ele responde através de uma variação na sucção da chupeta. Em geral, ele suga de maneira mais intensa quando escuta alguém em uma língua estranha ao seu ambiente habitual. O “chupetógrafo” brasileiro será implementado com avanços em relação à sua primeira versão. Agora, o aparelho contará com a tecnologia bluetooth – de transmissão de dados sem fio – e poderá ser adaptado à própria chupeta do bebê.

Em entrevista a ÉPOCA, a pesquisadora fala sobre como pretende avançar nos estudos iniciados por Jacques Mehler e diz que, até os 7 anos de idade, é possível ser considerado praticamente um nativo na língua.

ÉPOCA – Quando a criança define a língua que ela irá falar no cotidiano?
Eloísa -
No final dos anos 80, com o avanço da neurociência, chegou-se à conclusão de que existe uma área funcional para a linguagem no cérebro. Portanto, nascemos com uma região no lado esquerdo do cérebro dedicada à oralidade. Porém, se você não estimular a linguagem até determinada época de sua vida, você não conseguirá falar. Precisamos do gene da linguagem e do meio em que estamos. Os dois fatores são fundamentais. Quando nascemos, não sabemos em que país estamos. Um bebê não nasce sabendo que está no Brasil e que, por isso, ele tem que falar o português. Ele irá falar a língua do seu entorno. Se for português, irá falar português. Por exemplo, se uma avó cuida do neto durante alguns dias da semana e fala com ele em polonês, se a mãe que fica com ele nos outros dias fala chinês e o pai fala com ele em inglês, a criança poderá adquirir, tranqüilamente, as três línguas a partir do momento em que elas estiverem bem distribuídas em tempo e intensidade. A criança se tornará um poliglota. Ela saberá distinguir com quem falar o quê.

ÉPOCA – Isso significa que os pais devem ensinar línguas às crianças o mais cedo possível?
Eloísa -
Sim. Até os seis meses de idade todas as crianças balbuciam os sons. Mesmo os bebês surdos e mudos. Até o primeiro ano de vida, os bebês vão ganhando e perdendo os sons da linguagem. Por exemplo, os orientais não falam os erres. Como o fonema não é utilizado na língua chinesa, os chineses acabam perdendo esse som antes mesmo de começar a falar. Eu sou coordenadora de um curso de inglês e, embora tenha me formado em letras e tenha trabalhado com adultos, eu optei, intuitivamente, há muitos anos, por trabalhar somente com crianças. Eu sempre me sentia muito mais gratificada quando trabalhava com elas. Hoje eu sei que a janela para aquisição de línguas se fecha aos sete anos de idade. Depois disso, tudo se torna mais difícil, mais cansativo. Você já será um falante estrangeiro do idioma. Você não irá aprender da mesma forma que você aprende sua língua materna. Irá precisar de toda uma artificialidade para aprender, como decorar regras e palavras. É por isso que um adulto estuda muito e, quando chega lá fora, muitas vezes, não consegue entender um nativo da língua.

ÉPOCA – A criança aprende, então, a falar uma língua sem sotaque?
Eloísa -
Sim, as crianças que aprendem uma língua com menos de sete anos de idade irão falar sem sotaque. A partir dos três anos de idade, os lingüistas consideram uma criança que aprende outra língua como se fosse um nativo. Aos sete anos, as crianças já são consideradas como falantes estrangeiras, ou seja, elas irão carregar o sotaque de sua língua materna para sempre, em qualquer outra língua que falarem.

11
Ago
08

Jamie Oliver na Crescer

Olha que surpresa a minha. Eu que sou fã do Jamie, assim como minha mãe e tantas outras pessoas que tem o prazer de assistir aos seus programas, exibidos aqui no Brasil pelo canal GNT, pude ler uma reportagem sobre o chef adivinhem aonde? No site da Revista Crescer… isso me surpreendeu porque, embora eu soubesse que ele tem 2 filhinhos (já mostrados nos programas de TV) e que é uma pessoa aparentemente muito meiga e simples, não associava a culinária e suas dicas/receitas ou idéias ao público infantil. Pelo que li, no artigo Da horta para a mesa ele não ensina o passo a passo de nada específico no cuidado com as crianças ou em sua educação (o que é ótimo, já que não é sua área de atuação, ou seja, ele não foi pretensioso), mas reforça a simpatia que pode ser criada entre as crianças e os alimentos através do cultivo de hortas em casa. Quem já pôde vivenciar a experiência de cultivar alimentos frescos no quintal de casa, sabe bem a diferença que isso faz em nossas vidas. A idéia defendida por Jamie sobre a horta em casa é a seguinte:

“O gosto é o melhor. Você pode trazer alimentos frescos do jardim para a mesa em instantes. Se você tem filhos, eles vão adorar ajudar a regar e a plantar. O jeito mais fácil é começar a produzir sua própria comida e depois deixar as crianças provarem o que eles ajudaram a cultivar. Meus filhos, por exemplo, amam colher morangos do jardim e comê-los logo depois. E você pode fazer uma horta em lugares muito pequenos”.   

Eu, por experiência, posso dizer que é muito legal ser criança e plantar algo com as próprias mãos, ou mesmo apenas colher algo, ver a verdura saindo da terra… tenho bem vivas essas lembranças, da época em que morei em Ponta Grossa (no interioorrrr, como diz meu marido) e acompanhava minha mãe a um mosteiro da cidade onde haviam lindas hortas e plantações de flores tb, onde a gente colhia tudo sozinho, com cesta nas mãos e tudo, tipo filme de cinema… ai, ai. E mais, eu lembro que em 91 (se não me falha a memória), eu convenci uns meninos do prédio onde morávamos a fazer uma horta comigo, num cantinho de gramado na área comum do edifício… adubamos a terra, revolvemos inúmeras vezes, ajudamos as minhocas no trabalho de oxigenação da terra e aí plantamos cenoura, rabanete, tomate, temperos… nossa, que clima nostálgico (acho que eu tenho disso) e depois de uns dias fomos colher… recordo bem da sensação de trabalho cumprido, mas qual não foi nossa surpresa quando tiramos da terra alguns cenouretes!! Explico: foram cenouras com gosto de rabanete. E deliciosos por sinal. Moral da história, não sei até hoje de misturamos as sementes, plantamos muito perto uma coisa da outra e por isso tinha formato de cenoura com sabor de rabanete ou o que aconteceu de fato, mas o certo é que a experiência foi mágica e me marcou de tal forma que hoje, 17 anos depois, ao ler essa reportagem do Jamie e começar  escrever aqui, pra vocês, isso me veio à cabeça como se fosse ontem.

Espero poder seguir as sugestões do Oliver e minha própria história, vindo a fazer, mesmo que em apartamento e vazinhos portanto, alguns cultivos para o Caio aprender, conforme tiver idade. 

A sugestão: Jamie em Casa – Cozinhe para Ter uma Vida Melhor (Ed. Globo, R$ 79), ele sugere receitas criadas com inspiração no jardim.

04
Ago
08

Gêmeos de Angelina Jolie e Brad Pitt

Finalmente foram apresentados ao público os gêmeos de Angelina Jolie e Brad Pitt.

Acho que eu e o mundo inteiro estávamos curiosos para ver estes bebezinhos… e parecem, no melhor estilo recém nascidos todos iguais, umas gracinhas. Vamos ver como ficarão maiores, mas se tudo depender da genética, eles serão lindos demais.

03
Ago
08

Nosso bebê gosta da Rock’nroll

Que alegria imensa… Juliano estava ouvindo seu tipo de música favorito – rock’nroll, começou a aumentar bastante o volume e eis que pudemos ver e nos alegrar com o Caio pulando, querendo agitar com a música e dando sinais de que, assim como o pai, gosta do mesmo tipo de música. Ele gostou de ver a gente dançando e cantando, parece querer entrar na dança… ou na bagunça. Adorei! E viva o Joe Satriani.

Isso nos lembra aquele filme School of Rock (Escola do Rock), com o Jack Black, onde um cara, músico frustrado e fanático por rock se finje de professor infantil, ocupando o lugar de um colega de quarto, para ganhar a vida e acaba descobrindo com as crianças e suas variadas personalidades muito mais do que o potencial artístico de cada um, vive a experiência de iniciá-los na música, aprende sobre amizade, carinho, realização de sonhos e até negócios. Esse filme é clássico pra mim e para o Ju, adoramos!

Vou por uma foto de divulgação desse filme para ilustrar nosso momento. Beijos.

01
Ago
08

Optando por mais controle

Por indicação da Sa, minha irmã, estou optando hoje por usar a plataforma do wordpress na intenção de ter mais controle de como publicar meus textos, minhas imagens e idéias. No meu blog do blogger estava tendo algumas limitações que, a princípio aqui, não terei mais…

Vamos ver se me darei bem com as novas ferramentas! Agora, depois de importar os textos, escolher um tema novo e tentar me inteirar de tudo que o wordpress oferece, vou descansar porque amanhã o dia começa muito cedo! Boa noite.

20
Jul
08

Imagens do final de semana


E para não dizer que eu nunca valorizo as coisas boas de morar no Rio de Janeiro, já que mais aponto defeitos do que qualidades, ficam registros fotográficos desse final de semana, que foi quente na medida ideal (entre 25 e 32 graus), propiciando passeios em família, encontros com os amigos e descanso… quer dizer, descanso com o nosso amiguinho querendo “pular e sair do chão”, em referência as músicas de torcida do Coxa… bem, isso foi pouco. Mas valeu a pena. Vamos ver se mantemos o ritmo de acordar cedo e aproveitar os dias ao máximo.

Que a semana seja boa para todos!

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24
Jun
08

Bebês podem sentir mais dor do que imaginamos

Ainda agorinha li no G1 uma reportagem sobre bebês e o fato de uma pesquisa britânica ter constatado que eles podem sentir mais dor do que imaginamos… me chamou a atenção porque ainda na semana passada, na consulta mensal do Caio, eu comentei com o pediatra que sempre tenho dúvidas acerca das possíveis dores que meu filho sente. Fico muito atenta ouvindo os conselhos que me dão e observando as expressões de dor, tensão e alegria que o Caio costuma fazer… e atenta aos pesadelos, porque as vezes ele chora dormindo e depois de uns 2 ou 3 minutos acaba parando sozinho, vindo até a sorrir depois, então essa reportagem veio ao encontro das minhas dúvidas.

Claro, a reportagem é superficial e sobre a pesquisa não tenho muitos dados, mas fica um alerta sobre como essas observações em relação às dores devem ser constantes, afinal, como qualquer pessoa adulta, os bebês estão suscetíveis a serem influenciados pelo meio em que vivem, pelas pressões do dia-a-dia e etc.

Especificamente este trecho me chamou a atenção “os especialistas monitoraram a atividade cerebral de 12 bebês, alguns deles prematuros, durante o teste do pezinho – um procedimento médico doloroso que consiste em retirar algumas gotas de sangue do bebê para detectar possíveis doenças genéticas e infecciosas que poderão afetar seu desenvolvimento. O estudo, divulgado na publicação científica Public Library of Science: Medicine, detectou que expressões faciais, como caretas, olhos espremidos e testa franzida já eram suficientes para indicar que os bebês estavam sentindo dor”.

Isso porque o Caio chorou muito no dia em que fez o teste do pezinho, quando espremeram o calcanhar para retirar as gotinhas necessárias. Chorou durante e depois do exame, ficando um pouco sentido mais tarde. Em compensação não chorou ao tomar nenhuma das vacinas até hoje, aliás, reagiu bem a estas, sem dor e/ou febre como efeito colateral, o que é comum na maior parte dos bebês… ou seja, cada criança reage de um jeito aos estímulos, inclusive dolorosos, o interessante é constatar como, quando e em que grau de intensidade.

E como diria a médica pesquisadora responsável "Apesar de nosso estudo ser pequeno, aumenta a preocupação sobre as ferramentas que são utilizadas pelos médicos para estabelecer o nível de dor em recém-nascidos".

22
Jun
08

Dá para estimular a inteligência de seu filho?

Minha irmã, Samantha, me indicou essa reportagem da Revista Crescer. Achei interessante e colo abaixo.

Ainda mais esperto

Seu filho está crescendo e você se surpreende a cada dia com a capacidade que ele tem de aprender coisas novas. Saiba que é possível ajudá-lo a desenvolver ainda mais habilidades. Descubra a importância dos estímulos e pratique-os. (Por Daniela Tófoli e Tamara Foresti)

Pense em um quintal com terra nos fundos da sua casa. Todos os dias ele recebe sol, chuva, passarinhos e borboletas. Meses depois, mesmo com visitas limitadas, talvez você note uma flor nascendo. Agora experimente jogar algumas sementes, adubar o solo e plantar mudas. Reparou no lindo e variado jardim que está florescendo? O mesmo acontece com o seu filho. Ele recebe estímulos do mundo externo. Porém, a sua atenção e o seu cuidado são os fertilizantes necessários para o desenvolvimento de todas as capacidades dele. É o seu estímulo que faz desabrochar as habilidades finas da criança, assim como a mão do jardineiro fortalece as flores.

Tanto é que uma pesquisa da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, descobriu que a média de QI das crianças subiu mais de 20 pontos nos últimos 50 anos. A explicação? Famílias menores e pais intelectualmente ativos, dois fatores que favorecem a estimulação e, assim, fazem a nova geração ficar ainda mais esperta. “Os pais que não estimulam os filhos negam a apresentação do mundo à criança”, diz Diana Pancini de Sá Antunes Ribeiro, psicóloga e integrante do projeto Psicoterapia Psicanalista Infantil e Saúde Mental Coletiva, da Unesp, em Assis (SP). Tenha em mente que seu filho está programado a absorver todos os tipos de instigações, mas precisa de experiências para aprender com elas. A criança não estimulada não se desenvolve plenamente, criando lacunas de aprendizagem.

“O cérebro é organizado para receber estímulos contínuos, aperfeiçoando-se e evoluindo. Quando somos estimulados, o metabolismo na região cerebral que está trabalhando se acelera, gerando aprimoramento das funções”, diz Maria Valeriana Leme de Moura-Ribeiro, neuropediatra, professora titular da Unicamp (SP) e uma das autoras do livro Neurologia do Desenvolvimento da Criança (Ed. Revinter). Tanto que mesmo quando chegamos à terceira idade é preciso continuar exercitando o cérebro para que ele não se atrofie. Palavras cruzadas, por exemplo, são uma atividade indicada desde a infância.

Biologicamente falando, o bebê nasce com mais de 100 bilhões de neurônios, porém eles precisam estar interligados para que ocorra o aprendizado. As ligações são feitas por meio de pontes, as chamadas sinapses. Estas, por sua vez, necessitam de uma incitação – o estímulo – para acontecer e tecer as redes de conhecimento. Na infância, o cérebro humano tem maior possibilidade de se organizar e reorganizar. Nesta época, as janelas de oportunidade – momento no qual o cérebro está preparado para desenvolver habilidades específicas, como andar ou fazer contas – estão abertas. Mas nem todos os pais conseguem aproveitar a boa fase, principalmente os de classe social mais baixa, que têm menos acesso à informação.

Longe do potencial
Um estudo feito no ano passado pela University College de Londres, no Reino Unido, afirmou que 200 milhões de crianças menores de 5 anos nos países mais pobres não atingem seu potencial de desenvolvimento. “Os pais não têm tempo nem a cultura do estímulo, prejudicando a criança. Mas, se por um lado o desenvolvimento intelectual é lento, o motor é favorecido, afinal, o bebê é mais independente, fica mais livre e tem maiores chances de se locomover”, explica Abram Topczewski, neuropediatra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

A falta de estímulo intelectual pode acarretar um outro problema: a violência doméstica. Segundo uma pesquisa conduzida em janeiro de 2007 pela Universidade de Kentucky, nos Estados Unidos, crianças estimuladas com livros e brinquedos educativos têm menores chances de receber castigo físico dos pais. Uma das explicações para o fato é que, quanto mais o intelecto é instigado, melhor é o comportamento infantil.

Para estimular seu filho, não é preciso comprar brinquedos, jogos e livros caros. No caso dos livros, uma boa biblioteca vai colocá-lo em contato com as obras infantis e ainda fazer com que aprenda a cuidar de algo que não é dele. No caso dos brinquedos e jogos, basta juntar um pouco de sucata e incentivar a imaginação da criança. “Ela vai explorar o objeto até descobrir tudo sobre ele. É por isso que, às vezes, você compra um carro de controle remoto de última geração e, depois de um tempo, ele cai no esquecimento total”, diz Topczewski. Já lápis, argila e caixas de papelão representam inúmeras oportunidades de brincadeiras e são sempre uma diversão – e um estímulo – certa para a garotada.

Biblioteca e sucata
Só tenha cuidado para não estimular excessivamente nem oferecer atividades que seu filho não está preparado nem disposto a receber. Por exemplo, se você é craque no tênis, mas seu filho nada como um peixe, apresente o novo exercício como brincadeira, insista um pouco e, se perceber que ele não se interessa, desista bem antes de fazê-lo odiar as raquetes. A criança aprende quando se diverte. É um consenso entre os cientistas que, ao brincar, o cérebro ganha complexidade, deixando-a mais habilidosa, flexível e socialmente adaptável.

Mais importante que o tipo de estímulo que você dá ao seu filho, porém, é a forma de apresentá-lo. “A criança deve estar em um ambiente propício para se desenvolver. Precisa do carinho e da segurança dos pais”, diz a neuropsicóloga Cássia Maria Ramalho. Em vez de impor uma atividade, faça a proposta sem grandes expectativas e veja se o pequeno a aceita. Lembre-se de que o melhor estímulo é a vida e o seu papel é dar oportunidade para a criança aproveitá-la. Por exemplo: em um parque, deixe seu filho sentir o cheiro da grama e a textura da terra. Ensine as cores mostrando as asas da borboleta e deixe-o brincar até as meias ficarem encardidas. O segredo do aprendizado é fazer com que ele sinta prazer e curiosidade pelo processo. Parece difícil? Pense na construção de um prédio. Enquanto os operários montam o esqueleto da obra, contam com a ajuda de andaimes para erguer o edifício. Esse é o papel dos pais: sustentar o crescimento infantil, servindo de apoio para o desenvolvimento. À medida que a criança cresce e ganha independência, você retira as armações e a deixa caminhar sozinha, porém sempre sob seu olhar.

Não há uma poção mágica para transformar seu garoto na criança mais esperta e habilidosa do mundo, mas há maneiras saudáveis de descobrir e instigar os talentos especiais dele. E você consegue isso aos poucos, na mesma velocidade com que ele deixa de engatinhar e passa a pilotar uma bicicleta. A regra de ouro é respeitar os limites de cada fase, tirando o máximo proveito delas. E é isso que vamos estimular você a fazer a seguir.

14
Jan
08

Reveillon 2008

Finalmente, hoje, deu tempo para escrever registrando como foi o Reveillon carioca, a mudança de ano para uma nova etapa nas nossas vidas…

Eu que sempre quis passar a virada de ano nas areias de Copacabana, impressionada pelas belas imagens que a imprensa sempre divulga nos dias primeiro do ano, acabei tendo, na minha primeira oportunidade, uma grande frustração. O lado bom foi que a praia estava razoavelmente vazia no ponto em que escolhemos ficar, próximo a pedra do Leme e tivemos boa companhia, de um casal amigo e seus familiares, mas o ruim foi que o grande espetáculo de fogos, cores e brilho não é o mesmo visto de baixo, da altura de nossos olhos… realmente é mais bonito através das imagens de helicópteros ou dos altos edifícios daquele bairro.


A imprensa e os organizadores da tradicional festa carioca dizem que o efeito dos fogos foi menor neste ano porque uma das balsas posicionadas no mar (a 300m da areia) de onde partiriam os fogos, estourou antes da hora, ou melhor, 2 minutos antes da meia noite e foi por causa disso que ninguém na areia escutou a contagem regressiva que dá ânimo para os abraços e comemorações de feliz ano novo e ainda, o que causou fumaça excessiva prejudicando a visão dos fogos que vieram em seguida. Para azar nosso a tal balsa estava na nossa frente, mais à esquerda da praia de Copacabana.

Além disso, mesmo depois de brindar, fotografar e realizar tradicionais desejos, ainda perdemos a chave da casa de nossos amigos, o que nos rendeu discussão e perda de tempo procurando pelas areias poluídas daqui (sendo que não achamos, claro) e em seguida o pior, andamos mais de 2 km até conseguir embarcar num taxi de volta para casa, pois em dias de festa, tudo fica mais difícil nesta cidade, mas no Reveillon, a coisa é mais interessante ainda. Taxis podem andar desde cedo com a bandeira 2 e para as viagens de volta às resdiências e/ou festas, após a meia noite, os taxistas ficam liberados pelo sindicato e pela prefeitura a cobrar qualquer valor fixo que queiram. No nosso caso, fechamos, por boa lábia do meu cunhado politico, 30 reais para vir até Botafogo, sendo que a tarifa normal sairia por 10,00. Mas, tudo bem. Foram 2 carros por esse valor, para trazer eu, meu marido, cunhado e sogros. 60 pila pra mim saiu barato, caro foi andar aqueles 2km até achar um carro livre, em meio a um monte de gente bêbada, carregando uma barriga de 9 meses, sendo olhada e avaliada por um monte de “velhos” (e como tem idosos nessa cidade) que pensavam “o que essa louca faz na muvuca com uma barriga dessas?”. Garanto, não foi fácil.

Mas, ano novo é ano novo e com a chegada dele a gente, de um modo ou de outro, sempre renova nossos desejos de felicidade, de ternura, de esperança, amor e crença num futuro melhor. Para mim, este ano de 2008, é realmente o grande ano, já que receberemos em breve o nosso herdeiro, uma nova vidinha que nos faz multiplicar o desejo de fazer dessa sociedade em que vivemos, uma sociedade melhor!

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13
Dez
07

Oba! a chuva apareceu.

Até que enfim São Pedro ouviu minhas orações e a chuva veio amainar o calor excessivo que imperava aqui no Rio. Felizmente pra mim que estou bem protegida em casa, eu sei e que com a chuva pude dormir melhor e ainda apreciar o delicioso som dos pingos batendo no ar condicionado, mas desastroso e sofrido até para moradores da baixada fluminense…

Desde às 7h30 estou acompanhando, pelos noticiários, os estragos que a forte chuva trouxe para regiões sem saneamento básico adequado, regiões baixas, com ruas não asfaltadas e afins. Claro que vendo os testemunhos das pessoas a gente se sensibiliza, afinal, ver o sofrimento dos outros – mesmo que desconhecidos – dá dor no nosso coração também, mas às vezes me pergunto se o “castigo” não seria apenas conseqüência do “pedido” feito por essas mesmas pessoas. Explico: aqui no Rio não há nenhuma consciência ambiental ou sócio-ambiental, nem em relação à higiene. As pessoas jogam muito lixo na rua, muito mesmo, sem pudores. Além disso, é comum ver as pessoas realizando necessidades fisiológicas na rua também e claro, tanto em bairros do subúrbio quanto nas encostas de morros (por onde se erguem quase todas as favelas) os lixos residenciais, mesmo que haja captação de lixo pela Prefeitura nesses locais. Quer dizer, a galera joga o lixo na rua, entope bueiros, permite e intensifica-se a proliferação de bichos e insetos, contribui-se para o mau cheiro, aí vem as chuvas e por conseqüência, os pequenos alagamentos, as grandes enchentes (mais comuns no verão) e o desespero… Esse mesmo que vejo hoje pelos jornais. Tem cabimento isso que perguntei acima? Acho que sim. Enquanto as pessoas não pararem de jogar lixo na rua, elas continuarão tendo casas alagadas, ruas transbordando, lixo navegando por todo o lado, gente doente e afins.

Só de curiosidade, eu logo que mudei para cá, cheguei a presenciar uma pessoa jogando uma fralda plástica usada pela janela do carro, em movimento. Não precisei ir longe para ver isso, foi na Rua Lauro Muller sentido entrada para o Aterro do Flamengo, em Botafogo, bem ao lado de uma das sedes da UFRJ. Eu já tinha visto fraldas e outras coisas ligadas à higiene boiando no mar ou jogadas no chão, aqui e em outras cidades, mas arremessada pela janela dum carro, nunca. Fiquei tão perplexa que sempre reconto essa historia às pessoas que conheço e em geral, as pessoas me olham com cara de “tá brincando?”. Mas não estou.

Nessas horas volto a comparar a cidade, o povo e os hábitos culturais dessa gente tão miscigenada, tão brasileiramente misturada que fazem do Rio um lugar tão característico, atraente e paradoxo, com a cidade de Curitiba, que há décadas possui ações governamentais ligadas a consciência sócio-ambiental, programas de reciclagem de lixo, educação para tal e para o trânsito (importante citar) e que por isso tudo faz da cidade um ambiente mais agradável para se viver. É claro, mesmo sabendo eu que poderia ser muito melhor e que ainda existem diversos problemas, especialmente nos bairros mais afastados do centro e na RMC… Eu nem atrevo-me a dizer que lá as coisas são perfeitas, mas se o Rio fosse o que Curitiba é hoje, aí sim – NUNCA – ninguém lhe tiraria o posto de Cidade Maravilhosa.

Voltando à chuva, vamos esperar que ela diminua para evitar mais estragos, mas que continue refrescando.

  

12
Dez
07

Começou o Natal na Lagoa

Realmente começou o Natal para cariocas e turistas que aqui na cidade passam…
No final de semana retrasado a árvore de Natal da Lagoa tinha sido inaugurada, acesa pela primeira vez, com direito a festa, show de fogos e artistas e, só de ver pela televisão tudo já parecia lindo.

Não por curiosidade, bem pelo contrário, apenas na tentativa de caminhar a noitinha, sem sofrer com o forte calor que tem tomado conta da cidade durante os últimos dias, nós fomos passear na Lagoa, neste domingo, e eis que encontramos a tal árvore super iluminada e com um gigantesco público de curiosos e fotógrafos amadores ao redor. Juro que nunca vi tanta gente reunida na Lagoa, nem nos melhores dias de sol e calor, isso que na Lagoa vou com frequencia desde que nos mudamos pra cá. Foi muito interessante.

Chegamos lá quase 20h (de domingo) e saímos às 22horas deixando ainda muitas pessoas pelas pistas, gramados, bancos e barzinhos. Na parte de pista mais próxima ao local onde a árvore está presa havia tanta gente que não se podia passar, a não ser desviando pela rua (que tb estava movimentada, aliás, congestionada). E de outros lugares, qualquer cantinho ou curvinha da Lagoa virava “melhor cenário” para tirar mais uma foto. Um show de flashes. E muita criança, muitas mesmo. Eu sei que nesta segunda várias escolas iniciaram o perído de férias de verão, mas mesmo assim, quase “dez da noite” num domingo e tantas crianças na rua assim?! Pelo jeito a piazadinha aprende cedo a curtir o clima, os passeios ao ar livre e dentro em breve, estarão ávidos por curtir um happy hour, é só esperar. Falando em happy hour, pensei em bebida e isso me lembrou que todos os quiosques e barzinhos da Lagoa (que são super caros, com preço de turista gringo) estavam lotados. E falando em preço, até o côco gelado estava mais caro, equivalendo-se ao preço que cobram pelo côco lá na frente do Capacabana Palace… Parece que o Natal e as vendas – digo, consumo – prometem!

Ah! Outra coisa que chamava a atenção era a fila para usar o pedalinho (em forma de cisne branco) com o qual se podia, a custo de muitas pedaladas, chegar bem próximo a árvore e curtir ainda mais o vizual. Tanto adultos, quanto crianças, todos na fila pareciam igualmente encantados com a possibilidade e nem se incomodavam de ficar até mais de 1hora no aguardo. Já pensou?!

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07
Dez
07

Está certo nos calarmos diante das atrocidades?

Hoje, navegando pela internet, resolvi ler o artigo de Samantha Shiraishi, minha irmã, mas também jornalista… no Portal Nossa Via. O título era Está certo nos calarmos diante das atrocidades? e a publicação datava de 26 de novembro passado. Apesar de já ter comentado com o maior número possível de pessoas este mesmo tema na semana passada, em função dos crimes mais recentes que estamos todos presenciando, seja pessoalmente ou através da mídia, eu resolvi me expressar de novo… Ao que Samantha escreveu em seu post eu comentei o que penso hoje, dias depois da veiculação da notícia…

“O papel da mulher do Brasil tem mudado, alcançamos igualdade em vários aspectos, engatinhamos em alguns e retrocedemos em outros. Um exemplo do retrocesso é o abuso cometido no Pará e que veio à público nesta semana. Uma menina de 15 anos dividiu a cela com 20 homens no Pará. Por horas ou uma noite isto seria imperdoável, não? Mas foi por cerca de um mês. Está certo nos calarmos diante de fatos como este?” (leia a continuação clicando no link do título)

Sá, claro que temos que nos manifestar, sempre, todos os dias, diante de quaisquer crimes absurdos que estejam ajudando a degringolar a "ordem" em nossa sociedade. Como diria a personagem "burra e ingênua" de Reese Witherspoon em Legalmente Loira, "está na hora do povo usar sua voz". A grande questão é que até uma personagem fictícia quer se fazer escutar, mas o povo em geral não, ignoram a vida e o sofrimento alheio assim  que os âncoras do jornalismo na TV terminam de falar sobre o assunto… no máximo há uma troca de idéias entre o casal ou algum outro breve comentários quando os filhos observam mas não entendem o que ocorreu ao seu redor. Quando o assunto é crime, barbárie, não vejo as revistas apontando soluções e nem culpados de fato, só vejo esses crimes serem citados, mas dentre tantos que estão acontecendo,  se a gente não se policia, acaba lendo e pensando: meu Deus, mais uma morte, mais um assalto, sequestro ou tragédia… e só.

Quando vi o caso dessa menina no Pará, quase chorei. As lágrimas vieram marejar meus olhos não porque os hormônios da gravidez ou o sentimento maternal estão influenciando minha sensibilidade nesta hora, mas sim porque este caso é recorrente e tristemente ignorado por quem não faz idéia de que situações absurdas como essa acontecem.

Você mencionou o trabalho com nossa mãe na Defensoria Pública do Paraná… assim como você (e por isso, outro dia, comentei que tinha vontade de ter feito Direito) eu trabalhei recentemente no mesmo órgão e apesar de não ter sido com nossa mãe e justamente por ter sido numa função mais pesada (Chefe de Gabinete) tive contato com inúmeros casos tão chocantes ou piores do que o da menina mencionada… Ainda hoje, confesso, perco o sono diante das lembranças de mães e pais que violaram o corpo dos filhos menores, de vizinhos e parentes que agrediram, mataram ou aliciaram para crimes idiotas seus próprios filhos, sobrinhos e irmãos entre outras variações de atitudes desumanas que assombram qualquer leitor dos piores livros de terrror, sabe?!  Hoje, admiro quem consegue se manter nos órgãos públicos ligados diretamente ao sistema prisional ou ao Poder Judiciário até o final da carreira. Penso no que os assistentes sociais (maioria mulheres), psicólogos, advogados, promotores e juizes devem ler, ver, ouvir e presenciar nos dias atuais, onde a corrupção se dá em todos os níveis, num momento em que valores humanos e familiares (como base da educação e da vida em sociedade) são quase um luxo, um achado entre quem ainda os preza… não deve ser uma tarefa fácil. Mas, difícil ou não, o certo é que dentre excelentes e dedicados profissionais, que abraçam suas funções como – geralmente – uma causa de vida, uma bandeira, há sim os infelizes e desgraçados que se perdem em meio a sujeira e podridão humana tb presente na justiça e no sistema prisional brasileiro (como muitos agentes carcerários e outros profissionais citados antes) ajudando a causar mais desordem, degradação entre presos menores e maiores, corrompendo ainda mais valores, burlando regras e leis, usufruindo de certa influência para pressionar, usar, chantagear e agredir os presos que, em custódia do Estado, independente do crime que lhes levou para trás das grades, ainda assim possuem direitos… Direitos esses amparados por uma Constituição Cega e desrespeitada, mas que existe.

Voltando ao seu título, quem sabe não cabe a nós, cidadãos que estamos acompanhando essa "onda" (ou seria tsunami?) de arbitrariedades legais e crimes hediondos nos manifestar pela blogosfera e entre nossos amigos reais (além dos virtuais) clamando para que todos busquem conhecer melhor nossa Constituição, nossos direitos de cidadãos e buscar nossa solidariedade e amor ao próximo – muitas vezes perdido ali dentro – para que possamos, juntos ou individualmente, exigir que algo seja feito?

Se você se indigna e me fala (como fez com este post), cumpriu seu papel. Se eu o faço do mesmo modo cumpro meu papel. Então, como comunicadoras estamos fazendo algo, vamos alimentar esse desejo nos outros, talvez assim já estejamos ajudando.

Abraços.

16
Out
07

Cresce a população de rua no Rio


Quem não se incomoda de ver pessoas dormindo nas calçadas?! Se alguém disser que passa indiferente a essas tristes cenas, cada vez mais comuns no meio urbano, ou estará mentindo ou é de fato cego e não pôde constatar mais um exemplo de disparidade sócio-econômica do nosso país.

Aqui perto de casa, em Botafogo, temos a Cobal – Companhia Brasileira de Alimentos – ou mais popular como reduto de bares e feira livre no pólo gastronômico de Botafogo, onde o pessoal vai para fazer um happy hour, fazer refeições até em família, curtir alguns jogos de futebol pelos telões dos bares, escutar um show de chorinho, bater papo e curtir o calor à noite apreciando a vista do Cristo Redentor, logo acima de suas cabeças… Enfim, um ótimo lugar pra encontrar os amigos.
Da nossa casa até lá é literalmente um pulinho, mas para concluir esse pulinho a gente esbarra nos moradores de rua, deitados ou sentados nas calçadas, cheirando cola, fumando maconha e/ou muitas vezes, preparando as embalagens de suas vendas da noite. Sinceramente, neste caso, onde também há duas pré-escolas próximas a Cobal do Humaitá, fica difícil aceitar que os “mendigos”, “indigentes” ou “homeless” continuem onde estão. Quando mudei pra cá, 1 ano atrás, eles apareciam eventualmente, provavelmente oriundos da Favela Dona Marta, há umas 5 quadras da Cobal, mas nos últimos 2 meses estão em família, reunidos nas imundas calçadas aqui do bairro. Semana passada, perplexa por ter checado de perto, às 7h50 da manhã que inclusive um menino aparentando 3 ou 4 anos dormia com os pai na calçada, comentei com alguns moradores conhecidos e com o porteiro do meu prédio a sensação de frustração que sinto por não poder ajudar, nem interferir nesta triste realidade. O porteiro me respondeu, em curtas palavras: “essa gente tem que apanhar, mandar sumir com elas daqui. Eu mesmo já pedi aos lixeiros (do caminhão de lixo da cidade) que amanhã joguem baldes de água nessa gente, pra ver se desistem de ficar por aqui”. Não preciso nem dizer que fiquei boquiaberta com o que escutei!
Entrei em casa, após minha caminhada e, fucei – literalmente – em todas as páginas das Secretarias de Estado de Assistência Social e Municipal, sites da Prefeitura do Rio, do RJTV entre outros, atrás de orientações sobre como proceder nesses casos. Lembro bem que lá em Curitiba, há um programa de resgate social para moradores de rua além de abrigos, especialmente quando há situação de abandono ou exploração envolvendo crianças nas ruas, mas aqui no Rio não há medidas assim. Existem abrigos, mas como fazer com que o indigente se mova até lá? Eu teria que levá-los? A Prefeitura não providencia a locomoção e conta ainda com o fato de que a iniciativa partiria dos próprios indigentes, já que seriam eles os maiores interessados. Mas seriam mesmo? Acho que mais interessados estamos nós, da classe média, insatisfeitos por pagar impostos, por pagar um alto custo de vida para manter um padrão de qualidade de vida que, neste caso, por exemplo, é jogado no lixo quando temos que passar a conviver com adultos e crianças dormindo nas calçadas em frente a nossos prédios, urinando e defecando nas mesmas, se alimentando dos lixos que saem de nossas casas e ainda, fazendo exacerbar nossa angústia e revolta com tantas disparidades sociais impostas a nós diariamente…
1 semana depois desse meu desabafo no meu diário pessoal e de muitas conversas sobre o assunto com meu marido, assistimos ontem uma reportagem na televisão, que abordava exatamente este tema. Infelizmente ela aponta o problema, como eu, mas não implica em como resolver a questão. Segue abaixo:

Do G1, no Rio, com informações do RJ TV

De acordo com relatório da prefeitura, número aumentou de 1.682 para 1.932 em um ano. No Centro e em Madureira o crescimento foi de 40%.

Pelo segundo ano consecutivo, a prefeitura do Rio contou a população de rua em vários bairros da cidade e constatou um aumento de 250 moradores de rua. O número em 2006 era 1.682. Em 2007, foram encontrados 1.932 desabrigados vivendo em calçadas, praças e até monumentos da cidade. O crescimento estaria concentrado na Zona Norte e no subúrbio.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, no Méier, no subúrbio do Rio, e na Zona Sul, o número de pessoas que dormem nas ruas diminuiu. Mas em áreas como o Centro e Madureira, cresceu quase 40%.

O levantamento da prefeitura também traçou o perfil desses moradores. A maioria é de homens entre 25 e 64 anos de idade, dos quais 40% são da capital e 15%, de outras cidades do estado. Muitos dormem nas ruas porque estão desempregados ou porque tentam, na madrugada, conseguir algum dinheiro para sobreviver.

Falta de abrigos é problema

O paulista José Aristeu, que é viúvo e está doente, tenta uma vaga nos abrigos da prefeitura que garantem permanência durante o dia e a noite. “Eu trabalhava, mas agora não tenho onde ficar e nem como trabalhar. Onde deixar a roupa? Onde dormir?”, lamenta o morador de rua.

O desempregado de 49 anos, João Batista, está desabrigado e lamenta a falta de ajuda. “Tinha um abrigo, mas era abrigo de pernoite. E pernoite é só para dormir, de noite. De dia, o cara fica na rua”, explica.

O secretário municipal de Assistência Social, Marcelo Garcia, diz que a prefeitura precisa ampliar o número de abrigos, mas defende a criação de uma agência metropolitana para cuidar do problema e encontrar soluções. Em 2005, estado e município discutiram a criação de um consórcio para evitar que pessoas de outra cidades passassem a morar nas ruas do Rio, mas o projeto não foi em frente.

Trabalho pode ser solução

O secretário pretende ampliar o número de vagas no Centro do Rio com hotéis para famílias com crianças e trabalhar pela oferta de emprego à população de rua. Garcia citou a Comlurb como parceiro para projetos de inclusão social, como a criação de um galpão para catadores de papel e latinhas, onde os trabalhadores também poderiam dormir.

“O problema a gente conhece. A gente quer uma reunião para discutir como é que cada ator desta Região Metropolitana vai agir em relação ao problema da população de rua nos grandes centros”, afirma o secretário.

A assistente social da secretaria estadual de Ação Social, Andrea Mayer, acredita que é viável a criação de um consórcio coordenado pelo estado. Segundo Mayer, desde o início da atual gestão da secretaria, foram retomadas as reuniões com os municípios que integram a Região Metropolitana do Rio para criar uma ação intermunicipal de atendimento à população de rua. A assistente social informou, ainda, que a secretaria planeja passar a administração de abrigos e fundações para os municípios.

Ajuda por telefone

A prefeitura informou que os moradores de rua que quiserem buscar ajuda podem ligar para (21) 3973-3800 ou, ainda, a cobrar para o celular (21) 9923-0966. Estes telefones também podem ser usados para denunciar a exploração de crianças nas ruas ou em sinais de trânsito pela cidade.

16
Out
07

Dias de calor

Faz dias que não escrevo em lugar nenhum… digo, nenhum diário, físico ou virtual. Desde minha mais especial notícia, a gravidez, eu deixei de publicar as novidades ou minhas opiniões na internet, primeiro por zelo, depois por preguiça. Fiquei muito preguiçosa nessa fase de tantos efeitos colaterais, hehe.

Hoje está muito calor aqui no Rio, 34 graus. Todas as janelas de casa abertas e mesmo assim uma sensação de falta de vento, de mormaço, na verdade, uma prévia do que o verão promete para a temporada de 2008. Quando eu paro e penso nesse calor todo, fatalmente eu lembro daquela hiena de desenho animado (não lembro o nominho dela), que dizia: Ó Vida, Ó azar!

Não que o clima quente seja sinal de azar, mas quando ele vem sozinho, sem chuvas, baixando a umidade do ar e ainda, ajudando a provocar inchaços e baixar a pressão arterial, aí não há como evitar as reclamações sobre ele. Durante o dia a gente suporta o sol e o calorão, cada um na sua, muitos com ar condicionado no trabalho, outros correndo de um lado pro outro e tomando o que vier pela frente, outros se refrescando com um chopp gelado – hummm – ou diminuindo o tamanho e comprimento das roupas… Agora, à noite, parece que não só eu, mas a maioria das pessoas desejaria mesmo é “teletransportar-se” para terras mais geladas. Como não é possível, agradecemos a quem inventou ar condicionado, ventilador, umidificador de ar e aparelhos semelhantes, pois eles salvam nossa pele literalmente.

E ainda no primeiro mês da primavera, cabe a nós apenas saudar a chegada breve do verão. E claro, manter a consciência de que temos que economizar água, pois muitos bairros das grandes cidades e alguns municípios inteiros até, já estão sofrendo com a falta dela.




 

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